Suécia e Canadá retomam repasse de ajuda para agência da ONU em Gaza; Israel critica

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O Canadá e a Suécia retomaram o repasse de ajuda para a UNRWA, agência de refugiados da ONU (Organização das Nações Unidas) após terem suspendido a ajuda quando houve alegações de suposto envolvimento de profissionais com o ataque do Hamas contra Israel, que desencadeou em uma guerra no Oriente Médio que chegou ao quinto mês no último dia 7. Os repasses tinham sido suspensos no final de janeiro. “Em reconhecimento dos robustos processo de investigação em curso, os esforços da UNRWA para responder às graves alegações feitas contra alguns dos seus funcionários, incluindo a implementação de medidas internas para melhorar a supervisão e a responsabilização, bem como a catastrófica situação humanitária em Gaza, o Canadá retomará o seu funcionamento para a UNRWA”, afirmou o ministro do Desenvolvimento internacional do Canadá, Ahmed Hussen.

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Seguindo o mesmo caminho, o governo a Suécia, em nota, informou que transferiu 200 milhões de coroas suécias (cerca de US$ 193 milhões – R$ 961 milhões) para a agência de refugiados palestinos devido a grave situação na região. As pessoas estão morrendo de fome. Segundo o último balanço divulgado, ao menos 25 já tinham morrido vítimas de desidratação e desnutrição e vive desde outubro uma crise humanitária. O governo de Israel, no entanto, criticou a decisão dos dois países, dizendo que é um “grave erro” retomar o financiamento à Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA), a quem Israel acusa de empregar “mais de 450 terroristas” em Gaza.

“A decisão do Canadá e da Suécia de retomar o financiamento da UNRWA é um grave erro”, escreveu Lior Haiat, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores israelense, na rede social X. Ambos os países “seguem ignorando o envolvimento de empregados da UNRWA em atividades terroristas”, afirmou o porta-voz da chancelaria israelense. “A retomada do financiamento da UNRWA não mudará o fato de que essa organização é parte do problema e não será parte da solução na Faixa de Gaza”, acrescentou.

Em janeiro, a ONU informou a demissão de 12 funcionários acusados de envolvimento no ataque a Israel. Como resposta imediata, 17 países suspenderam o financiamento para a UNRWA, agência que emprega cerca de 30.000 pessoas nos territórios ocupados, Líbano, Jordânia e Síria, e cerca de 13.000 na Faixa de Gaza, onde o Hamas governa desde 2007. O diretor desta agência, Philippe Lazzarini, afirmou neste sábado em uma entrevista à rede suíça RTS que está “prudentemente otimista” sobre a possibilidade de que um “certo número de doadores” volte a financiar a organização nas próximas semanas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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