TJ-BA tentará conciliar processo entre Arquidiocese de Salvador e Devoção do Senhor do Bonfim em audiência

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O embate entre a Arquidiocese de Salvador, a Devoção do Senhor do Bonfim e o Padre Edson Menezes terá um novo capítulo no próximo dia 15 de abril. Isso porque o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) vai promover uma audiência de tentativa de conciliação, do processo que tramita entre as partes um processo relacionado a administração e gastos feitos pelo o reitor da Basílica do Bonfim, que foram apontados com indícios. 

 

A audiência, que será realizada na sede do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e será aberta à imprensa, acontecerá a partir das 9h,na sala 309 do Anexo II do TJ-BA (Ed. Advogado Pedro Milton de Brito), localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB). 

 

O ato, de cunho eminentemente conciliatório, será conduzido pelo Relator do processo, Desembargador Jorge Barretto. Segundo o órgão de Justiça, a realização dessa audiência, “almeja-se reforçar o Programa de Conciliação no 2º Grau de Jurisdição, em conformidade com o que preceitua o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no que tange ao objetivo estratégico, tudo no intuito de fortalecer a Política Judiciária de métodos autocompositivos”. 

 

ENTENDA O CASO

O conflito entre o sacerdote e a irmandade se tornou pública quando, no último dia 25 de maio, um edital de convocação de uma reunião emergencial foi divulgado pela Devoção para limitar ações do padre. Acusações contra o líder religioso apareceram chegaram até a Justiça. Na ocasião, um grupo de integrantes da Irmandade procurou o Bahia Notícias para revelar fatos que permeiam a igreja, além de indicar que uma ação judicial já está em curso para apreciar o que acontece para além do templo. Segundo o grupo, alguns problemas relacionados à administração do espaço motivaram a ação (relembre aqui). Antes, os voluntários da Basílica Santuário da Igreja do Bonfim denunciaram que o reitor do templo, Padre Edson Menezes, estaria sendo perseguido por alguns membros da irmandade da igreja. 

 

Diante do contexto, a Arquidiocese de Salvador nomeou na época, uma comissão para averiguar os fatos relacionados ao conflito entre o reitor da Basílica do Senhor do Bonfim, o Padre Edson Menezes, e a devoção do Senhor Bom Jesus do Bonfim. 

 

Porém, a Justiça acatou depois uma liminar e suspendeu a intervenção na Irmandade do Senhor do Bonfim. 

 

Logo depois, no mês de novembro, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) devolveu a gestão da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim à Arquidiocese de Salvador – deixando para esta a escolha do pároco, ao invés da Irmandade do Nosso Senhor do Bonfim. 

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