Polícia abre inquérito para investigar filial da Cruz Vermelha em SP

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A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar a denúncia de supostos crimes que teriam sido cometidos na filial da Cruz Vermelha em São Paulo.

O delegado Tiago Fernando Correia, que assinou a portaria de abertura do inquérito no último dia 12 de abril, citou que a denúncia trata de 23 supostas “violações gravíssimas” como “superfaturamento de contrato de fornecimento de oxigênio”, “falsificação de assinaturas em prontuários médicos”, “desvio de medicamentos da farmácia do Hospital da Filial de São Paulo” e “desvio de finalidade na utilização do terreno doado”.

“Os fatos, irrefutavelmente, carecem de percuciente apuração, mas indicam, em teoria, a possível prática de peculato”, pontuou o delegado na portaria. As informações foram reveladas pela revista Veja e confirmadas pelo Metrópoles.

O caso foi levado até a Polícia Civil pelo presidente nacional da Cruz Vermelha Brasileira, Júlio Cals de Alencar, com base no relato apresentado à Comissão de Ética por uma auditora que trabalhou na filial. O gestor também entregou as informações ao Ministério Público.

A Cruz Vermelha São Paulo entrou na Justiça, no ano passado, contra o presidente nacional para afastá-lo do cargo por não realizar a assembleia deliberativa anual. Júlio Cals nega irregularidade no processo.

Acusação A ex-funcionária da filia em SP listou uma série de supostas irregularidades na entidade, incluindo o pagamento de salário de R$ 64,5 mil e 5% de toda arrecadação ao diretor-executivo da filial, Bruno Semino.

O delegado da Polícia Civil de SP também determinou o acionamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para apurar “possíveis movimentações financeiras atípicas” nas contas da Cruz Vermelha São Paulo, do presidente da entidade, Jorge Wolney Atalla Júnior, e de Semino.

O Departamento de Proteção à Cidadania (DPPC) disse, em nota, que “o inquérito policial foi instaurado para apurar supostas irregularidades na gestão”. “As investigações estão em fase inicial em sigilo, motivo pelo qual os detalhes serão preservados”, informou.

A coluna tentou contato com a Cruz Vermelha filial de São Paulo, mas não recebeu retorno até a publicação deste texto. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

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