Israel preparou por semanas operação que possibilitou resgate de quatro reféns do Hamas

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soldados israelenses

A operação de resgate realizada por Israel neste sábado (8) que permitiu resgatar quatro reféns do Hamas, sendo uma mulher e três homens, foi preparada por semanas pelo Exército israelense. “Nossas forças prepararam essa missão por semana, com treinamento intensivo. Isso é o que nós de Israel fazemos. Arriscamos nossas vidas para salvar os reféns”, disse o porta-voz da Força de Defesa de Israel (IDF), Daniel Hagari, em um vídeo compartilhado nas redes sociais. Segundo ele, centenas de militares estiveram envolvidos na operação, desde o serviço de inteligência nacional e até uma unidade especial da polícia. Apesar da felicidade em resgatar os reféns que estavam sob o poder do Hamas desde o dia 7 de outubro – eles foram sequestrados no festival Nova – Hagari reforçou que ainda existe cerca de 120 pessoas com o grupo islâmico, incluindo homens, mulheres e crianças. “Vamos fazer de tudo para trazer os reféns para casa. Não vamos parar de lutar pela liberdade deles”, disse Hagari.

Apesar do resultado positivo na missão, o porta-voz destacou que não foi uma operação fácil, principalmente que ela aconteceu à luz do dia e eles estavam sendo atacados pelo Hamas. Nas redes sociais, a IDF compartilhou imagens que mostram o momento em que eles estão trazendo os reféns para Israel. Os reféns sequestrados são: Noa Argamani, de 26 anos, Almog Meir Jan, 22; Andrei Kozlov, 27; e Shlomi Ziv, 41. Apesar de terem passado meses sob o domínio do Hamas, todos estavam em “boas condições” de saúde, segundo militares.  Além dos resgates dos sequestrados, a operação também deixou ao menos 210 mortos e centenas de feridos em Gaza. “O número de vítimas do massacre da ocupação israelense no campo de Nuseirat aumentou para 210 mártires e mais de 400 feridos”, afirmou a assessoria de imprensa do governo do Hamas em comunicado. Entre os mortos também está o agente israelense Arnon Zmora, que ficou ferido durante a operação.

Diante deste cenário, o líder do grupo islamista, Ismail Haniyeh, afirmou que a “resistência continuará” após confrontos no campo de refugiados. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também se pronunciou sobre o assunto. Pressionado pela comunidade internacional, por causa da ofensiva que é realizada em Gaza, e pela família dos reféns, ele disse que com essa operação de resgate “as forças de segurança provaram que Israel não se renderá ao terrorismo e age com criatividade e uma coragem que não conhece limites para trazer para casa os nossos reféns”, declarou. O presidente americano, Joe Biden, em visita de Estado à França, prometeu que Washington trabalharia até que “todos” os reféns israelenses fossem libertados e um acordo para um cessar-fogo fosse alcançado.

A guerra eclodiu em 7 de outubro, após o ataque do Hamas ao sul de Israel, no qual milicianos islamistas mataram cerca de 1.194 pessoas, a maioria civis. O conflito já completou oito meses e se encaminha para o novo. O grupo islâmico fez 251 reféns, dos quais 116 permanecem detidos em Gaza, incluindo 41 que estariam mortos, segundo o Exército israelense. Atualmente, uma possível proposta, apresenta por Biden – um placo dividido em três fases – está em discussão. Segundo o líder norte-americano, a continuação e aprovação só depende do Hamas.

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