EUA veem falta de transparência na Venezuela e pedem respeito a resultados

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Os Estados Unidos expressaram preocupação com a falta de transparência na Venezuela e pediram respeito pelos resultados eleitorais. O governo americano criticou a recusa contínua do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano em cumprir as normas de transparência internacionais e locais, classificando-a como uma violação inaceitável das leis do país. O porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, enfatizou que os venezuelanos votaram e sua vontade deve ser respeitada. O comunicado foi divulgado um mês após as eleições de 28 de julho na Venezuela, onde a tentativa do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), controlado por Maduro, de ratificar os resultados contestados foi duramente criticada.

Desde a eleição em que Maduro enfrentou Edmundo González Urrutia, segundo o comunicado, o governo venezuelano afirmou falsamente sua própria vitória e usou repressão em larga escala para manter o poder. Os Estados Unidos elogiaram a coragem dos venezuelanos que continuam a pedir pacificamente a Maduro o reconhecimento da vitória de Urrutia. Apesar dos apelos da comunidade internacional, o CNE, sob controle de Maduro, falhou em justificar os resultados anunciados, sem apresentar as atas de votação originais, como fez em eleições anteriores.

O governo de Joe Biden destacou que as ações de Maduro agravaram a crise na Venezuela e o isolaram cada vez mais da comunidade internacional. Desde as eleições, a necessidade de transparência eleitoral foi enfatizada pela comunidade internacional. A situação permanece delicada, com a Venezuela enfrentando pressões internas e externas para a resolução da crise política e eleitoral em curso.

É fundamental o respeito aos direitos humanos e às normas democráticas na Venezuela, assim como a libertação de presos políticos e o fim da repressão contra a oposição e a sociedade civil. O governo dos Estados Unidos está atento aos desdobramentos na Venezuela e continua a apoiar a busca por soluções pacíficas e democráticas para a atual crise política no país.

*Com informações da EFE

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