Zanin nega recurso da PGR mantém regra de 30% de recursos para candidaturas negras

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin negou recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu manter a destinação de 30% dos recursos dos fundos de campanha e partidário para candidaturas de pessoas negras (pretos e pardos) às eleições municipais de 6 de outubro. A PGR pretendia garantir a interpretação de que o percentual de 30% não é um limite, mas um quantitativo mínimo, que não pode ser reduzido.

Por meio de decisão individual nesta sexta-feira (6) , Zanin rejeitou uma ação da PGR para dar nova interpretação à regra, que foi aprovada pelo Congresso na Emenda Constitucional 133/2024.

Ao analisar a questão, Zanin entendeu que as alegações da PGR são “equivocadas” e podem provocar a suspensão da destinação dos recursos para as candidaturas.

O ministro também afirmou que as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tratam da questão antes da aprovação da emenda constitucional, não estabeleceram um limite mínimo para os repasses. Dessa forma, não houve retrocesso, segundo Zanin.

“Importante reconhecer que, ao promulgar a EC 133, na parte em que impôs a destinação de 30% de recursos às candidaturas pretas e pardas, o Congresso Nacional deu concretude ao princípio da igualdade material, em benefício do grupo historicamente com menor representação política, tendo atuado de forma colaborativa com o Poder Judiciário”, concluiu o ministro.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Mulher é levada à delegacia após não pagar acarajé em Salvador

Salvador, Brasil — Uma mulher de 28 anos foi encaminhada à Central de Flagrantes depois de não pagar por um acarajé em um...

EUA e Irã devem assinar acordo de cessar-fogo neste domingo; entenda

Em meio a tensões no Oriente Médio, o presidente dos EUA, em seu segundo mandato, negocia com o Paquistão para fechar um cessar-fogo...

Facções criminosas viraram redes de empresários do crime, diz PF

As facções criminosas no Brasil deixaram de ser apenas grupos de tráfico tradicionais. Hoje operam como redes complexas, com atividades diversificadas, governança informal...