Entenda investigação da PF que acusa Bolsonaro de tentativa de golpe

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A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 36 pessoas por envolvimento em um plano de golpe de Estado. A acusação inclui crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe e organização criminosa. Entre os indiciados estão ex-ministros, militares e ex-assessores presidenciais.

O plano, denominado “Punhal Verde Amarelo”, previa o assassinato de figuras centrais do governo e da Justiça, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A PF aponta que Bolsonaro tinha conhecimento do plano.

O documento detalhando os assassinatos foi impresso no Palácio do Planalto pelo general Mário Fernandes, então número dois da Secretaria-Geral da Presidência. Fernandes teria feito seis cópias do material em dezembro de 2023 para distribuição durante uma reunião. No dia seguinte, ele esteve no Palácio da Alvorada, onde Bolsonaro estava recluso após perder as eleições de 2022.

Os envolvidos no plano, conhecidos como “kdis pretos”, utilizavam técnicas militares e eram compostos por integrantes das Forças Especiais do Exército, articulando medidas para atingir seus objetivos em novembro e dezembro de 2022.

A investigação também revelou a criação de grupos de mensagens no aplicativo Signal, utilizado por militares para discutir o suposto plano golpista.

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