MP-BA ajuíza colégio Villa Lobos em Salvador por práticas abusivas na aquisição de material didático

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MP-BA ajuíza ação contra colégio Villa Lobos por práticas abusivas na aquisição de material didático

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) entrou com uma ação judicial contra o Centro Educacional Villa Lobos, localizado na Av. Paralela, e a Somos Sistemas de Ensino, acusando ambas as instituições de práticas abusivas relacionadas à compra de material didático. Segundo os promotores Saulo Murilo Mattos e Milena Moreschi, a escola tem condicionado a entrega dos livros físicos necessários aos alunos à compra obrigatória de uma plataforma digital da Somos, configurando a venda casada, o que é proibido pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A investigação revelou que a escola não oferece alternativas para a compra separada dos livros físicos e da plataforma digital. Os pais foram informados de que ao adquirir a plataforma digital, receberiam os livros como “gratificação”, o que foi considerado falso pelo MP-BA. O valor dos livros estava incluído no contrato da plataforma digital, resultando na venda casada.

Os promotores também indicaram que a escola não explicou o uso dos materiais que seriam introduzidos como novidade em 2024, deixando os pais sem informações claras sobre as funcionalidades da plataforma e sua real necessidade para os estudantes.

Na ação, o MP-BA pediu uma liminar para obrigar o Centro Educacional a:

  • Apresentar um novo modelo de contrato, detalhando os valores dos livros físicos e da plataforma digital, permitindo que sejam adquiridos separadamente;
  • Informar antecipadamente se adotará livros físicos ou apenas a plataforma digital em 2025 e nos anos seguintes;
  • Garantir alternativas para os pais e responsáveis que optarem por não adquirir a plataforma;
  • Detalhar o conteúdo e as funcionalidades da plataforma digital, incluindo um plano de uso para o ano letivo de 2025.

O MP-BA também exigiu maior transparência nos contratos firmados entre a Somos Sistemas de Ensino e a escola, de modo que os consumidores finais compreendam os serviços oferecidos. A empresa foi orientada a não participar de práticas comerciais que envolvam a venda casada.

Os promotores Saulo Mattos e Milena Moreschi destacaram: “Os pais foram levados a acreditar que estavam comprando uma plataforma digital para receber os livros como gratificação, quando, na verdade, estavam adquirindo ambos os produtos sem escolha”.

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