Manno Góes critica altos custos e alerta para a perda de turistas no Carnaval de Salvador em entrevista

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Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, o músico e compositor Manno Góes avaliou o cenário cultural da Bahia e trouxe reflexões sobre os desafios do Carnaval de Salvador. Ele aponta que a festa precisa de ajustes na estrutura e no mercado para manter a sua essência, ampliar a participação de artistas locais e, ao mesmo tempo, atrair o público de fora. A ideia central é transformar a folia em vitrine cultural sustentável, sem descaracterizar o DNA da festa.

Para Góes, a Bahia, ao longo das últimas décadas, confundiu cultura com entretenimento, criando uma indústria de festas que sufocou talentos de outras áreas musicais. Esse modelo favorece a circulação de shows entre o eixo Rio-São Paulo, dificultando o surgimento de novas cenas locais que pudessem diversificar e inovar a cena baiana.

O artista celebra a quebra do monopólio do Axé, destacando que novas vozes já aparecem e ganham espaço para brilhar sem depender exclusivamente do trio elétrico. Essa pluralidade, segundo ele, é essencial para manter o Carnaval atual relevante e atraente para as novas gerações.

Entre os pontos mais críticos, Góes destaca o alto custo da folia: passar oito dias de Carnaval em Salvador chega a ser mais caro do que uma viagem para Nova York ou dez dias na França, entre vinhedos. Com esse cenário, o turismo internacional recua, enquanto o público local e o turismo interno sustentam a festa, em meio à crescente concorrência de capitais como São Paulo.

A mecânica de ocupação dos espaços da folia é vista como estagnada há muito tempo. Góes defende uma nova equação que preserve blocos e camarotes, mas que privilegie a “pipoca” — o público de rua — para manter o Carnaval de rua vivo, rentável e fiel à identidade da festa. Mesmo assim, ele garante que o Carnaval de Salvador continua sendo o melhor do país, com dendê e Axé, diferenciais que ninguém mais tem.

E você, o que acha do futuro do Carnaval de Salvador? Concorda com as propostas de Góes ou enxerga outras caminhos que possam manter a tradição ao mesmo tempo em que atraem mais visitantes? Compartilhe suas opiniões nos comentários e conte suas experiências da folia baiana.

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