Alemanha autoriza Ucrânia a usar suas armas contra o território russo

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Imagem colorida mostra Volodymyr Zelensky - Metrópoles
Imagem colorida mostra Volodymyr Zelensky – Metrópoles – Foto: Viktor Kovalchuk/Global Images Ukraine via Getty Images

O governo alemão tomou uma decisão marcante ao permitir que a Ucrânia utilize suas armas contra o território da Rússia. O anúncio foi feito pelo chanceler Frederich Merz em uma coletiva de imprensa na segunda-feira (26/5). Essa medida, segundo Merz, é uma forma de fortalecer a capacidade de defesa da Ucrânia sob a liderança de Volodymyr Zelensky.

Anteriormente, as forças ucranianas estavam limitadas a atacar apenas posições russas dentro de seu território. Agora, essa restrição foi retirada, permitindo que as armas alemãs sejam utilizadas efetivamente em alvos militares na Rússia. Merz ainda destacou a colaboração do Reino Unido e da França neste movimento decisivo.

“Não há mais restrições quanto à gama de armas entregues à Ucrânia, nem pelo Reino Unido, nem pela França, nem por nós”, afirmou o chanceler durante a entrevista à WDR.

Essa mudança na política de armamento ocorre logo após uma visita do chanceler Merz à Ucrânia, onde se reuniu com líderes de nações como Reino Unido, Polônia e França. O tema de liberação foi discutido em profundidade entre Merz e Zelensky, entre outros líderes da Europa.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) já havia sinalizado sua aprovação para que a Ucrânia atacasse a Rússia com armas fornecidas por seus membros. No entanto, a decisão de uso dessas armas contra o território russo tinha que partir de cada país individualmente. Em uma declaração anterior, o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, enfatizou que a responsabilidade recai sobre os Estados membros.

Em novembro do ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também havia autorizado o uso de armas de longo alcance pela Ucrânia contra a Rússia, cumprindo uma demanda expressa de Zelensky. Esta ação é vista por Moscou como uma participação decisiva de aliados no conflito, levando o governo russo a classificar a decisão da Alemanha como “perigosa”.

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