Prévia da inflação desacelera para 0,36% em maio, mas remédios e conta de luz têm alta

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que serve como uma prévia da inflação no Brasil, apresentou um aumento de 0,36% em maio, segundo divulgação do IBGE no dia 27. Esse resultado representa uma desaceleração em comparação ao mês anterior, quando a inflação atingiu 0,43%. Ao longo de 12 meses, a inflação acumulada é de 5,40%, e neste ano, até maio, já contabilizamos uma alta de 2,80%.

A energia elétrica residencial foi a principal responsável pelo aumento, com um reajuste de 1,68%, que adicionou 0,06 ponto percentual ao índice geral. Essa elevação é consequência da mudança para a bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Dentre os grupos de produtos e serviços analisados, sete apresentaram aumentos, destacando-se:

  • Vestuário: alta de 0,92%;
  • Saúde e cuidados pessoais: alta de 0,91%, impulsionada por um aumento de até 5,09% nos preços dos medicamentos desde 31 de março;
  • Habitação: alta de 0,67%, em função das tarifas de energia, água, esgoto e gás encanado.

Contrapõe-se a esses aumentos o grupo de alimentação e bebidas, que apresenta uma desaceleração, passando de 1,14% em abril para 0,39% em maio. Enquanto produtos como tomate (-7,28%) e arroz (-4,31%) caíram de preço, itens como batata-inglesa (+21,75%) e cebola (+6,14%) ficaram mais caros. No setor de transportes, verifica-se uma leve queda de 0,29%, destacada pela redução de 11,18% nas passagens aéreas.

Adicionalmente, o transporte urbano teve uma diminuição nos preços, especialmente em Brasília e Belém, onde as tarifas caíram 17,20% e 11,44%, respectivamente. No entanto, os combustíveis iniciaram uma nova fase de alta, com aumento de 0,54% no etanol e 0,14% na gasolina, variando bastante entre as regiões.

O IPCA-15 utiliza a mesma metodologia do índice oficial (IPCA), embora a coleta de dados se concentre em um intervalo diferente, que vai de 15 de abril a 15 de maio. A pesquisa inclui famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos em 11 regiões metropolitanas, além de Goiânia e Brasília, e a próxima divulgação, referente ao mês de junho, está prevista para 26 de junho.

E você, como tem sentido os impactos desses ajustes no seu dia a dia? Compartilhe suas impressões nos comentários!

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