Ex-diretora de presídio teve romance com detento e ligação com facções

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Em um dos escândalos mais impactantes da segurança pública baiana, Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, se viu no epicentro de uma investigação por corrupção e vínculos com facções criminosas. A trama se desdobrou após a fuga de 16 detentos da unidade, ocorrida em dezembro de 2024, que até hoje permanece sem a totalidade dos fugitivos recapturados.

Após uma série de denúncias, Joneuma, de 33 anos, e 17 outras pessoas, incluindo seu aliado Wellington Oliveira Sousa, ex-coordenador de segurança do presídio, foram indiciados pelo Ministério Público da Bahia. O foco central da investigação gira em torno das regalias que foram concedidas aos internos, em especial para Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como “Dadá”, um dos detentos que teria desfrutado de vantagens sob a supervisão de Joneuma.

O ex-coordenador de segurança fez revelações alarmantes sobre o relacionamento entre Joneuma e Dadá, que incluía encontros íntimos em áreas restritas da unidade, como a sala de videoconferências. Enquanto isso, as ações da ex-diretora foram denunciadas como uma forma de facilitar o governo do crime organizado dentro do sistema prisional.

Após sua prisão no dia 24 de janeiro, Joneuma estava grávida. Com o nascimento prematuro da criança, a situação na prisão tornou-se ainda mais delicada, já que o bebê permaneceu com ela na cela. Em uma entrevista à TV Bahia, sua irmã, Jocelma Neres, defendeu a inocência de Joneuma, alegando que ela está sofrendo injustamente pelo que considera um crime não cometido.

Paralelamente, Joneuma protocolou um pedido judicial de auxílio financeiro, alegando que o ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto seria o pai da criança. Uldurico, que tentou uma carreira política em 2024, é ligado ao caso e tem sido citado por sua presença frequente no presídio, onde teria estabelecido contatos com líderes de facções.

O processo investiga a fuga em massa, onde os detentos usaram uma furadeira para abrir um buraco no teto da cela 44, com acesso facilitado por Joneuma. Os depoimentos indicam que as ações dela não foram meramente negligentes, mas uma série de decisões que favoreceram a ação criminosa dentro da instituição.

Essa história provoca reflexões profundas sobre a relação entre poder, criminalidade e a fragilidade do sistema prisional. O que você pensa sobre a situação? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião! Podemos juntos debater sobre segurança, ética e justiça nesse cenário alarmante.

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