Joneuma e “Dada” negociavam “votos cativos” por R$ 100 para beneficiar vereador de Eunápolis e Uldurico Jr.

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Uma investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) revelou um escândalo surpreendente envolvendo Joneuma Silva Neres, a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis. Ela estava supostamente em conluio com o ex-deputado Uldurico Jr. (MDB) e o vereador Cley da Autoescola (PSD), criando um esquema de troca de votos cativos de presos por dinheiro em benefício político. De acordo com documentos obtidos, Joneuma negociava votos de presos e seus familiares em troca de R$ 100,00, buscando garantir apoio eleitoral e influência dentro do sistema prisional.

A relação amorosa de Joneuma com Dada, líder de uma facção criminosa, a levou a intermediar encontros clandestinos entre ele e Cley, que era apoiado por Uldurico. Esses encontros, cuidadosamente organizados para evitar a detecção, visavam legitimar as atividades da facção dentro da prisão, com Joneuma provendo uma base eleitoral a Uldurico em troca de poder.

A denúncia do MP-BA destaca o papel de Joneuma em assegurar que tudo ocorresse sob a proteção de Uldurico, que também influenciava nomeações e demissões de funcionários do presídio, garantindo controle absoluto sobre a unidade. Ela utilizou essa influência para alocar novos servidores que eram coniventes com suas operações ilegais, enquanto aqueles que se opunham eram exonerados.

Além disso, o escândalo se complicou com a revelação de um romance entre Joneuma e Uldurico, que se intensificou com um pedido de pensão alimentícia por parte dela, alegando que ele é o pai de seu filho. O que parecia ser uma ligação política se transformou em uma trama de envolvimentos pessoais e financeiros, com imagens e provas de paternidade incluídas nos autos.

A situação se agravou ainda mais com a revelação de um plano de fuga coordenado por Joneuma, resultando na saída de 16 detentos do presídio. O esquema envolveu o pagamento de R$ 1,5 milhão e a utilização de uma furadeira, que acabou sendo descoberta por um supervisor do local, mas foi ignorada devido a conivências dentro da direção.

A fuga culminou em uma ação armada que resultou na fuga bem-sucedida dos detentos, com forte armamento e assistência de pessoas de fora da prisão. O MP-BA sustenta que os envolvidos devem responder por suas ações, incluindo a tentativa de homicídio contra guardas penitenciários.

Esse enredo sinuoso, entrelaçado com romance, poder e criminilidade, deixa uma pergunta: até onde as relações pessoais e políticas podem ser manipuladas em busca de controle e influência? Compartilhe suas opiniões nos comentários!

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