Green Day critica Trump e embala público em show de duas horas no The Town

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O Green Day transformou o segundo dia do festival The Town, em 7 de setembro de 2025, em São Paulo, em uma celebração repleta de nostalgias, energia punk e críticas políticas. Liderada por Billie Joe Armstrong, a banda permaneceu quase duas horas no palco Skyline, muito além da apresentação curta de Travis Scott no dia anterior. O show foi marcado por sucessos e interações constantes com a plateia.

A abertura foi épica, com trechos de clássicos como Queen, Ramones e até a Marcha Imperial de Star Wars, antes da explosão de “American Idiot”. A imagem emblemática de uma mão segurando uma granada em forma de coração dominava o fundo, reforçando a identidade política do grupo. Armstrong adaptou a letra do hit, trocando a crítica a “rednecks” pela rejeição à “agenda MAGA”, uma referência ao slogan de Donald Trump.

O discurso do vocalista continuou incisivo durante a apresentação. Em “Holiday”, ele substituiu “Califórnia” por “São Paulo”, ironizando o “representante local”. Após “Letterbomb”, atacou políticos corruptos, dizendo: “Estamos cansados desses bastardos fascistas. Não nesta noite, não no Dia da Independência”, mencionando a data nacional brasileira. Ele fez questão de desejar um feliz 7 de Setembro para o público.

Apesar da carga política, o show também celebrou a trajetória da banda. Músicas do álbum Dookie (1994), como “Basket Case”, “Longview” e “When I Come Around”, animaram os fãs, junto a faixas recentes como “Dilemma” e “Bobby Sox” do álbum Savior. Um dos momentos altos foi quando Armstrong chamou uma fã ao palco para cantar “Know Your Enemy”, reforçando a conexão com a plateia.

O vocalista, carismático como sempre, ergueu bandeiras do Brasil jogadas pela multidão, incentivou o público a cantar em coro e pediu união: “Hoje estamos bebendo, fumando, dançando e cantando junto com estranhos”. A apresentação finalizou em festa, com uma chuva de confetes verde e amarelos e a balada “Good Riddance (Time of Your Life)”, tocada apenas no violão, enquanto Dirnt e Tré Cool brincavam ao fundo.

Com quase 40 anos de estrada, o Green Day demonstrou que continua a oferecer não apenas um repertório repleto de clássicos, mas também uma postura política provocativa — uma marca que ainda transforma seus shows em um espetáculo musical e manifesto. Como você se sente sobre a mistura de política e música? Deixe sua opinião nos comentários!

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