María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, foi anunciada nesta sexta-feira como a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025. O Comitê Norueguês do Nobel, em Oslo, destacou seu trabalho incansável pela promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e sua luta para que o país passe de uma ditadura para uma democracia pacífica. Segundo o texto do prêmio, “María Corina Machado mantém acesa a chama da democracia em meio à escuridão crescente”.
Nas eleições presidenciais de 2024, Corina Machado foi barrada de concorrer pelo Judiciário. O pleito, realizado no final de julho, foi amplamente criticado por falta de transparência, e a reeleição de Maduro gerou contestações internacionais. Desde então, a líder da oposição vive em situação de risco, com sua segurança em constante preocupação.
Voz da oposição
Nascida em 1967, María Corina Machado é uma das principais vozes contra o regime de Nicolás Maduro. Formada em engenharia e com estudos em finanças, ela começou sua carreira no setor privado antes de se engajar na política e na defesa dos direitos civis.
Em 1992, fundou a Fundação Atenea, que acolhe e educa crianças em situação de rua em Caracas. Uma década depois, foi co-fundadora da Súmate, uma organização que promove eleições livres e transparentes, treinando observadores eleitorais e fiscalizando votações no país.
Em 2010, foi eleita deputada da Assembleia Nacional com um número recorde de votos, mas foi expulsa em 2014 pelo governo chavista. Desde então, lidera o partido Vente Venezuela e co-fundou a aliança Soy Venezuela, reunindo forças pró-democracia de diversas correntes políticas.
Em 2023, anunciou sua candidatura à presidência, porém teve sua inscrição barrada pelo regime. Ela venceu as primárias da oposição com mais de 90% de apoio, sendo considerada a favorita para enfrentar Maduro nas eleições. No entanto, em janeiro de 2024, foi inabilitada para ocupar cargos públicos por 15 anos, em uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça alinhado ao governo.
Prisão relâmpago
Em janeiro deste ano, María Corina foi presa por algumas horas. O Comando ConVzla, grupo que lidera a campanha da oposição contra Maduro, informou que ela foi detida após uma manifestação em Chacao, Caracas. Segundo denúncias, ela foi interceptada de forma violenta ao deixar a concentração.
Após seu breve período de prisão, um vídeo divulgado pela emissora estatal teleSUR mostrava María Corina negando a detenção, mas as circunstâncias da gravação não eram claras. Ela afirmou estar bem, embora a situação tenha levantado questionamentos sobre sua segurança.
A luta de María Corina Machado é um reflexo da busca por liberdade e justiça na Venezuela. O que você pensa sobre a situação política no país? Compartilhe sua opinião nos comentários!
