Paraná avança em projeto de escolas cívico-militares enquanto proposta de SP trava

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Paraná continua a expansão de seu projeto de escolas cívico-militares, mesmo em um cenário nacional de descontinuidade. Atualmente, o estado conta com 312 escolas desse modelo, iniciado em 2022, e o governador Ratinho Júnior (PSD) apresentou um projeto de lei para incluir mais escolas de tempo integral e de ensino técnico.

O objetivo do governo é aumentar o número de unidades que adotam o modelo cívico-militar, aproveitando a alta demanda das escolas desse tipo. A proposta já foi analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, mas um pedido de vistas do deputado Professor Lemos (PT) interrompeu temporariamente o debate. A votação em plenário está prevista para acontecer em breve.

O secretário de Educação do Paraná, Rony Miranda, explica que a ampliação se justifica pela melhoria da qualidade do ensino e pela alta procura, já que há fila de espera para algumas vagas. Ele ressalta que os dados indicam um desempenho melhor dos alunos nas escolas cívico-militares.

No entanto, o futuro do programa ainda encontra desafios. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), movida por partidos de esquerda, questiona a implementação do modelo no Supremo Tribunal Federal (STF). No ano passado, o governador e seus secretários defendem a diferença entre o modelo paranaense e o federal, onde só há militares como monitores, mantendo a administração convencional.

Para implementar uma escola cívico-militar no Paraná, é necessária a aprovação da comunidade escolar através de consulta pública. Se não houver quórum na primeira consulta, uma segunda poderá ser realizada no mesmo ano letivo. Caso também não tenha resultado favorável, a decisão ficará a cargo da Secretaria de Estado da Educação.

Além disso, existem algumas limitações no projeto. A implementação do modelo não será permitida em municípios com apenas uma escola estadual, sendo necessário pelo menos duas. As escolas de Jovens e Adultos (EJA), quilombolas e indígenas também estão excluídas do projeto. O andamento do projeto na Assembleia Legislativa e a ADI no STF continuam a ser monitorados, com a expectativa de que a ampliação ocorra até 2026.

E você, o que acha sobre a ampliação das escolas cívico-militares no Paraná? Compartilhe sua opinião nos comentários!

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Mounjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta, da Polícia Civil de São Paulo, mira um suposto esquema de importação irregular e venda de tirzepatida — conhecida como...

Lava Jato: executivos são condenados a até 14 anos de prisão por fraude em licitações

A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros envolvidos em contratos fraudados com a Petrobras, em uma etapa remanescente da...

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Monjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta investiga a venda de Monjaro paraguaio e resultou na apreensão de 22 ampolas de tirzepatida, além de celulares, seringas, embalagens...