Senado dos EUA aprova projeto para encerrar tarifas contra o Brasil

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O Senado dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que revoga as tarifas de 50% impostas pelo ex-presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros. A proposta, liderada por democratas, teve uma votação apertada de 52 a 48, com o apoio de cinco senadores republicanos, incluindo Mitch McConnell, ex-líder da bancada republicana.

Apesar do avanço, o projeto ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, onde os republicanos têm maioria. Analistas sugerem que a medida pode enfrentar dificuldades, já que é provável que seja barrada na próxima etapa do Congresso americano.

As tarifas foram criadas durante o governo Trump com base em uma declaração de “emergência econômica”. O senador Rand Paul, do Kentucky, criticou essa justificativa, afirmando que emergências reais envolvem situações como guerras e desastres naturais, não descontentamento com tarifas. “Cabe ao Congresso decidir sobre isso”, declarou Paul.

A iniciativa no Senado surge após uma decisão recente do Tribunal de Apelações de Washington, que considerou ilegais as tarifas impostas por Trump sem a aprovação do Congresso. O caso pode ser analisado pela Suprema Corte dos EUA, o que pode levar à derrubada de todas as tarifas comerciais estabelecidas durante a administração republicana.

Além do Brasil, o projeto também propõe a eliminação de tarifas sobre produtos do Canadá e de uma tarifa global criada por Trump. Parlamentares destacam que as tarifas impactam diretamente produtos essenciais importados do Brasil, como alimentos, café e combustíveis, e contribuem para a inflação nos EUA. Com as eleições legislativas de meio de mandato em mente, congressistas acreditam que essa medida pode ajudar a reduzir custos para os consumidores e melhorar sua imagem política.

Entretanto, a expectativa é que a Câmara dos Deputados rejeite o projeto, mantendo as tarifas até que uma possível negociação diplomática entre a Casa Branca e o governo brasileiro ocorra ou até que a Suprema Corte se pronuncie sobre a legalidade das tarifas implementadas por Trump.

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