COP30: Fundo Verde bate recorde de projetos em países vulneráveis

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O Fundo Verde para o Clima (GCF), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), anunciou um marco histórico em aprovações de projetos em países vulneráveis às mudanças climáticas. O aumento é fruto de reformas que buscavam reduzir a burocracia no processo.

Com sede em Songdo, na Coreia do Sul, o GCF é o maior fundo multilateral do mundo focado em ação climática. Desde 2015, já arrecadou US$ 19,3 bilhões, com a meta de atingir US$ 50 bilhões até 2030.

Criado para transferir recursos de países desenvolvidos para nações em desenvolvimento, o fundo visa apoiar a adaptação ao aquecimento global e a redução de emissões nos países que mais precisam.

Neste ano, o GCF arrecadou um total de US$ 3,26 bilhões, um número recorde e superior aos US$ 2,9 bilhões de 2021, considerado seu segundo melhor ano. Este montante inclui uma doação de US$ 295 milhões para um projeto de dessalinização na Jordânia, que enfrenta uma grave crise hídrica e é a maior doação já feita pelo fundo.

Mafalda Duarte, diretora do GCF, destacou que esse avanço é um sinal positivo em um contexto geopolítico desafiador, especialmente após a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e a diminuição da ajuda financeira de alguns países europeus.

Ela ressaltou que o recorde em aprovações se deve a reformas administrativas implementadas desde que assumiu o cargo em 2023.

Duarte chegou com um plano para transformar o GCF em uma referência de eficiência, reduzindo os prazos de revisão de projetos de dois anos para nove meses e encurtando o processo de credenciamento de instituições parceiras.

Empréstimos com juros mínimos

A diretora defende o uso de empréstimos em vez de doações para projetos lucrativos, afirmando que isso otimiza os recursos dos doadores. O financiamento do projeto na Jordânia, por exemplo, combina empréstimos e doações, embora o uso de empréstimos tenha gerado críticas por aumentar a dívida dos países em desenvolvimento.

Duarte acredita que enquanto as doações são importantes para os países mais vulneráveis, elas nem sempre são justificáveis, especialmente para ajudar o setor privado.

Os empréstimos do GCF têm condições “concessionais”, com taxas de juros bem mais baixas do que as de mercado, beneficiando especialmente as nações de baixa renda. As doações representam cerca de 45% do financiamento do fundo, mas não são suficientes para cumprir as metas do Acordo de Paris, que visa limitar o aquecimento global a 1,5 °C.

Para a COP30, que ocorre de 10 a 21 de novembro em Belém, no Pará, Duarte espera um foco em compromissos novos e concretos, em vez de apenas promessas simbólicas.

Queda no desmatamento da Amazônia

Outra notícia positiva, divulgada pouco antes da COP30, é a queda do desmatamento na Amazônia brasileira, que recuou 11% em relação ao ano anterior, totalizando 5.796 km² desmatados entre agosto de 2024 e julho de 2025. Esse número é o menor registrado em 11 anos.

Dados do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), indicam que essa é a quarta queda consecutiva na taxa de desmatamento, seguindo uma redução de 30% no período anterior.

Essas informações refletem um esforço significativo na preservação da maior floresta tropical do mundo, um tema central nas discussões climáticas. E você, o que pensa sobre os avanços e os desafios que enfrentamos nessa área? Deixe sua opinião nos comentários.

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