‘Por um triz não prendemos o Doca; a hora dele vai chegar’, diz secretário da Polícia do Rio

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O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, reiterou a efetividade da megaoperação recente que resultou em 121 mortes, incluindo 4 policiais. A ação tinha como alvo Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, considerado um dos principais chefes do Comando Vermelho no Complexo da Penha e áreas vizinhas, como Gardênia Azul e Juramento. Curi destacou que a polícia esteve muito próxima de sua captura.

“Todos nos sabemos que a situação dos moradores é insustentável. Recebemos um feedback positivo sobre a operação, com muitas pessoas elogiando e solicitando mais ações como essa. Prender Doca é uma questão de tempo. Por um triz não conseguimos, mas causamos um impacto na facção. A hora dele vai chegar”, afirmou Curi.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) denunciou Doca e mais 66 pessoas por crime de associação para o tráfico. Três deles também foram acusados de tortura. Doca está sendo investigado em mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores. Atualmente, existem 34 mandados de prisão em aberto contra ele.

Em outubro de 2023, Doca foi apontado como o mandante da execução de três médicos na zona sudoeste do Rio. As vítimas foram mortas por engano, confundidas com o verdadeiro alvo. Além disso, em maio, o MPRJ denunciou Doca por um ataque a uma delegacia em Duque de Caxias. O ocorrido aconteceu em fevereiro de 2025, quando ele teria ordenado a invasão da unidade.

Identificação dos corpos

Após a operação, o governo do Rio informou que, dos 99 mortos identificados:

– 42 tinham mandados de prisão pendentes;

– 78 tinham histórico criminal relevante (tráfico, homicídio);

– 40 eram de outros estados; 13 do Pará, sete do Amazonas, seis da Bahia, quatro do Ceará, um da Paraíba, quatro de Goiás, um do Mato Grosso e três do Espírito Santo.

Nove vítimas eram chefes do tráfico, incluindo nomes conhecidos como Russo, DG, e outros líderes de diferentes regiões do Brasil.

O Instituto Médico Legal (IML) do Rio está focado exclusivamente na necropsia dos mortos na operação. As famílias estão sendo atendidas em um prédio do Detran próximo ao instituto. A Defensoria Pública criou uma força-tarefa para ajudar as 106 famílias que já buscaram assistência, embora tenha enfrentado dificuldades para acompanhar as perícias devido à ausência de familiares para a identificação.

Durante uma visita, a deputada Dani Monteiro (PSOL) expressou solidariedade às famílias e reforçou que a proteção dos direitos humanos é fundamental. O Ministério Público do Rio de Janeiro está usando tecnologia avançada para reconstruir os corpos digitalmente, melhorando a investigação dos casos.

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