Ex-funcionário da Fecomércio-BA aciona Polícia Civil e provoca abertura de inquérito sobre suposta fraude em sindicato

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A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar possíveis irregularidades em uma eleição do Sindicato do Comércio Atacadista de Tecidos, Vestuários e Armarinhos de Salvador (Sindtav). A ação foi motivada por uma denúncia feita por Plínio Luís Queiroz de Moraes Júnior, ex-funcionário da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), que trabalhou na instituição por 38 anos. A denúncia, protocolada em 4 de novembro, originou a investigação pela 16ª Delegacia Territorial (DT/Pituba).

O caso gira em torno de uma suposta fraude na eleição da diretoria do Sindtav, cuja ata é datada de 7 de dezembro de 2021, mas registrada somente em abril de 2024. A denúncia destaca que duas empresas mencionadas na ata não existiam na época da votação: a Ecoloy Soluções para Resíduos Têxteis Inova Simples, registrada em 10 de março de 2022, e a Dumar Soluções, Tecnologia e Inovação Ltda., constituída em 27 de outubro de 2023.

Além disso, a denúncia aponta que a mesa eleitoral foi formada por funcionárias da Fecomércio-BA, o que levanta suspeitas sobre a participação dessas servidoras em um pleito sem a autorização de seus superiores, sugerindo a possibilidade de conivência da atual gestão da Fecomércio.

O documento afirma que o Sindtav não participou da Reunião Extraordinária do Conselho de Representantes da Fecomércio-BA em dezembro de 2024, por não ter apresentado a documentação necessária desde então, o que reforçaria as alegações de irregularidades.

A Polícia Civil confirmou a abertura do inquérito, informando que diligências estão sendo feitas para esclarecer a situação.

“Um inquérito policial foi instaurado na 16ª Delegacia Territorial para investigar os crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso no processo eleitoral do sindicato. As investigações estão em andamento”, declarou a polícia.

José Loyola Neto, presidente eleito do Sindtav e diretor da Fecomércio, se disse surpreso com as acusações, alegando tratar-se de uma “perseguição sindical” e prometeu se manifestar nos autos.

“As alegações, que considero absurdas e infundadas, não têm relação com a realidade dos fatos. Estou confiante quanto à apuração técnica e imparcial das autoridades. Este episódio revela um claro movimento de perseguição no âmbito sindical”, comentou Loyola.

A Fecomércio se manifestou em nota, afirmando que as supostas irregularidades referem-se à gestão anterior (2018–2022). Segundo a federação, sempre apoiou logisticamente as eleições de sindicatos filiados, e cada entidade é responsável pela organização de seu processo eleitoral.

A entidade ainda enfatizou que as atas do Sindtav foram registradas em cartório e, portanto, consideradas verdadeiras. O edital eleitoral foi publicado em 27 de setembro de 2021, e o Sindtav só recuperou sua regularidade após apresentar documentação completa.

A Fecomércio reafirmou seu compromisso com a legalidade e transparentidade e manifestou total apoio a investigações que ajudem a esclarecer os fatos, destacando seu papel fundamental no desenvolvimento social e econômico da Bahia.

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