Manaus terá primeiro grande complexo público do país dedicado ao autismo

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Manaus terá o primeiro grande complexo público dedicado ao autismo

O Brasil está prestes a ganhar o primeiro grande complexo público voltado exclusivamente ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A cidade de Manaus será o cenário dessa iniciativa, que busca se tornar referência nacional conforme o país dimensiona, com mais precisão, a incidência do TEA. Dados do Censo 2022 apontam 2,4 milhões de diagnósticos no país e a região Norte concentra cerca de 202 mil casos.

Projeção de como deve ficar espaço para autistas em Manaus

A gestão municipal avança com a implantação da Fundação Municipal Transtorno do Espectro Autista (FMTEA). O complexo terá mais de 4 mil m², salas sensoriais, ambientes de terapia integrados, consultórios multiprofissionais e espaços funcionais, com capacidade de até 9 mil atendimentos por mês. Hoje, o município realiza aproximadamente 3 mil atendimentos; com a inauguração, a meta sobe para 10,2 mil atendimentos mensais. O investimento previsto é de R$ 17,4 milhões.

Vácuo nacional e referência regional — Em um cenário onde projetos de grande porte voltados ao autismo são raros, Manaus se destaca como a primeira capital a transformar o conceito em obra e política pública de verdade. A Sorocaba (SP) aparece como referência similar, mas ainda não saiu do papel.

Em uma região onde muitas famílias precisam viajar longas horas para conseguir atendimento ou enfrentar filas para sessões terapêuticas, o novo complexo deve funcionar como eixo estruturante em uma área historicamente marcada pela falta de centros especializados. “Manaus vai liderar uma nova referência brasileira no atendimento ao TEA”, afirmou o prefeito David Almeida.

O movimento acompanha a revisão das políticas brasileiras para o autismo. O Censo 2022 apontou 2,4 milhões de diagnósticos no país, revelando desigualdades no acesso a tratamento. Desde então, o Ministério da Saúde incorporou o rastreio do TEA à atenção primária, e as diretrizes da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil consolidaram protocolos de diagnóstico e acompanhamento, buscando padronizar práticas entre as cidades e regiões.

Como você percebe esse avanço para a cidade e para o atendimento ao TEA no país? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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