Brasil participa de reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Venezuela

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Nesta sexta-feira, a região latino-americana se reuniu de forma virtual, com a participação de ministros, para avaliar os desdobramentos da ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela. O encontro enfatizou a defesa da soberania, a necessidade de diálogo e a busca por uma saída pacífica para a crise, mantendo a região como zona de paz.

O Brasil participa amanhã, 5 de janeiro de 2026, da reunião do Conselho de Segurança da ONU, convocada a pedido da Colômbia para discutir a escalada da crise venezuelana. Nem o Brasil nem a Colômbia ocupam assento permanente ou rotativo no órgão, que se reúne em meio a tensões diplomáticas na região.

Uma nota conjunta assinada por Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha condena as ações militares unilaterais dos EUA, classificando-as como violação aos princípios da Carta das Nações Unidas, especialmente soberania, integridade territorial e a proibição do uso da força. O texto alerta que a ofensiva pode criar um precedente perigoso para a paz regional e coloca civis em risco.

O documento não cita nominalmente Nicolás Maduro, refletindo a falta de consenso internacional sobre o regime venezuelano. Maduro foi capturado na madrugada de sábado, em Caracas, durante a operação americana, junto com a esposa, e levado aos Estados Unidos para julgamento por acusações de narcotráfico. O presidente Donald Trump afirma que os EUA vão governar a Venezuela até ocorrer uma transição política, com petroleiras americanas à frente da produção e da infraestrutura.

O governo brasileiro disse que a Venezuela não deve se render à pressão externa e reforçou que a ofensiva tem motivação econômica. O presidente Lula orientou seus ministros a adotar uma posição crítica à operação, posição que será defendida pelo Brasil na reunião do Conselho de Segurança da ONU.

Delcy Rodríguez, anunciada como presidente interina da Venezuela, afirmou que o país “nunca será colônia de outro” e pediu resistência dos ministros e da população. A nota conjunta reforça a necessidade de resolver a crise por meios pacíficos, com diálogo e negociação, sem interferência externa, mantendo a América Latina e o Caribe como região de paz e preocupando-se com qualquer tentativa de controle externo de recursos naturais.

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