Iniciativa em colégio no semiárido baiano cria detergente biodegradável a partir da casca de pinha

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No semiárido baiano, uma estudante de Presidente Dutra desenvolveu um detergente biodegradável a partir das cascas de pinha, sob orientação da professora Mirian Carvalho, do Colégio Estadual de Tempo Integral Leila Janaína Gonçalves. A iniciativa valoriza a fruta símbolo da cidade, conhecida como a capital mundial da pinha, e reforça o potencial de inovação local.

A produção da pinha fortalece a economia regional: a cidade registra aproximadamente 20 mil toneladas por safra. A cadeia produtiva gera emprego e renda na localidade e faz parte da identidade cultural, que inclui a tradicional Festa da Pinha, realizada em abril.

Conforme a Secti (Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação), durante as pesquisas, a estudante Beatriz Rodrigues identificou que a Annona squamosa, nome científico da pinha, contém saponinas, substâncias naturais com propriedades de limpeza e formação de espuma, base para o detergente.

A partir disso, nasceu um detergente biodegradável à base da casca da pinha. Além da versão líquida, a equipe desenvolveu uma versão pastosa, usando basicamente os mesmos ingredientes, com alterações proporcionais para criar um novo formato sem mudar a matéria-prima.

A equipe afirma que o produto é exclusivo e inovador. Em comparação com detergentes convencionais, o desenvolvido é totalmente biodegradável, incluindo sabão neutro biodegradável na composição.

As próximas etapas preveem aperfeiçoar a fórmula, com novos testes para melhorar a eficiência, a consistência e a durabilidade, além de avaliar o impacto ambiental, reforçando o caráter sustentável da proposta.

Para a professora orientadora, Mirian Carvalho, iniciativas como essa ajudam a reacender a esperança da juventude: “Esses projetos não são apenas sobre ciência ou negócios, mas sobre devolver sonhos, fortalecer a autoestima e mostrar que é possível transformar a própria realidade, mesmo morando no interior.”

E você, o que acha de aproveitar resíduos agroindustriais para criar produtos úteis no dia a dia? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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