Sem contragolpe? Petistas e aliados de Jerônimo não visualizam “retaliação” e desfalque em grupo oposicionista; entenda

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A saída de Angelo Coronel (PSD) para a oposição na Bahia acendeu mais uma chama no cenário político local. Segundo deputados federais ligados ao governo e lideranças da gestão, a migração do senador é vista por alguns como um “contra-golpe” promovido pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União).

Os oposicionistas, porém, afirmam que não haverá um novo contragolpe no horizonte. O governo tem conseguido apaziguar blocos internos, incluindo o Avante, liderado por Ronaldo Carletto, além de nomes ligados ao PP; e ainda incorporou o PDT. A leitura é que o movimento de Coronel foi, de fato, um contragolpe de ACM Neto.

No plano dos bastidores, há quem fale sobre adesões de lideranças do grupo de ACM Neto, mas esse movimento não estaria no radar do governo. Entre os nomes mais citados está o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União). Mesmo assim, informações de bastidores apontam que ele não deve selar apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), sem negar o movimento diretamente.

O estopim ocorreu no final de semana, quando Coronel confirmou a saída do PSD em entrevista à Frequência News, da Boa FM 96,1. Segundo o político, a migração, acompanhada de nomes como Diego e Angelo Filho, João de Furão, Thiago Gileno e Luizinho Sobral, acontece após ele ter sido afastado da chapa.

A resposta veio de Otto Alencar, que destacou que nunca “tomou iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele” e que só se pronunciará sobre a saída quando for concretizada. Ele ressaltou ainda que abriu espaço para Coronel buscar reeleição de forma avulsa, mesmo com o partido vinculado ao PT baiano. “É talvez o momento mais difícil da minha vida”, disse.

Para os petistas, a saída pode deixar marcas; mencionam a história de buscar Kassab pelas costas de Otto como elemento que pode transformar o caso em uma disputa direta. A resposta institucional veio com Otto reunindo as bancadas federais e estaduais após o rompimento. Ivana Bastos, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), afirmou que toda a bancada permanece com Otto, Jerônimo e Lula na corrida de outubro. Sérgio Brito, deputado federal pelo PSD, reforçou o partido como “unido, forte e coeso”.

O capítulo sinaliza novas frentes na política baiana e pode redesenhar alianças para as disputas de outubro. E você, o que acha que pode acontecer a seguir? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o futuro da região.

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