Conselheiros manifestam preocupação com duplicação do Brasília Palace, de Paulo Octávio

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Resumo do tema: em reunião do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal (Condepac-DF) nesta terça-feira (10/02), integrantes expressaram preocupação com a proposta de ampliar em 100% o Brasília Palace Hotel, de Paulo Octávio, apontando que a área é passível de tombamento e que o projeto pode impactar a paisagem que rendeu à capital o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.

Divisor de águas para a cidade? um dos conselheiros, Jorge Francisconi, afirmou que o projeto será um divisor de águas para o Condepac. Ele destacou a importância de manter a relação entre o anteparo de preservação e a paisagem, sinalizando que qualquer mudança pode suscitar questionamentos junto à Unesco sobre o patrimônio público.

Insegurança jurídica para a vice-presidente do Condepac, Angelina Nardelli, há uma insegurança jurídica ao debater um projeto que depende de diretrizes ainda não definidas. Ela ressaltou a necessidade de incluir tutela por meio do PPCub, uma vez que o edifício está na lista de potenciais tombamentos.

A próxima reunião do Condepac ficou marcada para 24 de fevereiro, quando deverá ocorrer a votação sobre o andamento do projeto de expansão do hotel.

Indicação de tombamento a Comissão de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo) da CLDF aprovou indicação contrária ao projeto, no dia 27 de agosto de 2025. A decisão aponta que qualquer intervenção no local deve ocorrer apenas após estudos, inventário, catalogação, preservação e análise quanto ao tombamento previsto no PPCub.

Na época, a Seduh informou que o projeto teve autorização do órgão em abril, anterior à indicação da CLDF. Acerca disso, a Seduh afirmou que, independentemente da indicação, a catalogação do PPCub trata os bens como se tombados já fossem.

Projeto em detalhes o empreendimento prevê a construção de um prédio em formato em L, com 14,4 mil metros quadrados, dobrando o tamanho da área construída e ocupando a área verde ao redor da edificação atual. Serão criados mais 123 apartamentos e 80 vagas de estacionamento.

Condepac e o parceiro público o Condepac é visto como órgão responsável pela proteção e preservação dos bens culturais da região. O presidente é o secretário de Cultura, Claudio Abrantes, que, segundo a imprensa, deve deixar o PSD. Ele afirmou que o Condepac iniciará análise técnica do projeto nesta terça-feira, negando conflito de interesses e destacando que o tombamento em si é tratado separadamente deste processo.

O arquiteto responsável, Alberto Dávida, disse que o projeto parte da premissa de manter a relação de cuidado com a icônica edificação e com a paisagem, preservando as visadas do lago e o acesso ao hotel. A equipe reiterou que a intenção é manter o equilíbrio entre patrimônio público e interesses privados.

A previsão é de que a decisão sobre o tombamento e as diretrizes associadas fiquem para uma etapa posterior ao debate técnico, com a tramitação envolvendo o PPCub e as regulamentações que norteiam a área tombável do conjunto urbanístico de Brasília.

Convidamos você a opinar A discussão sobre patrimônio, urbanismo e desenvolvimento urbano provoca dúvidas e opiniões diversas. Deixe seu comentário com a sua visão sobre a expansão do Brasília Palace Hotel e o que isso pode significar para a paisagem e a preservação da cidade.

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