Hindus atacam igreja, espancam pastor e o obrigam a andar sobre espinhos, na Índia

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Pastor Bipin Bihari Naik, de 35 anos, foi vítima de violência extrema praticada por nacionalistas hindus em Parjang, Odisha, Índia. O ataque expôs riscos reais à liberdade religiosa e acendeu debates sobre a atuação das autoridades em casos de intolerância, em um contexto político sob o governo de Narendra Modi.

Em 4 de janeiro, cerca de 150 moradores da vila conduziram Naik, enfeitado com guirlandas, como se fosse uma vaca. Amarraram suas sandálias nele, o fizeram caminhar sobre espinhos e o agrediram brutalmente, levando-o pela cidade e exibindo-o pela rua. Segundo relatos, tentaram fazê-lo beber água misturada com esterco de vaca e o obrigaram a adorar uma divindade hindu, Hanuman, enquanto o grupo o pressionava a cantar slogans hindus.

A experiência foi testemunhada pela esposa Bandana Naik e pelas filhas, de 13 e 10 anos. A família buscou ajuda na delegacia, mas a polícia não registrou a ocorrência de imediato; Bandana precisou encontrar alguém para redigir o boletim de ocorrência. O pastor foi arrastado para o centro da vila, amarrado a um poste no templo e submetido a tapas, chutes e humilhações, até que a multidão o levou de volta à delegacia e, em seguida, ao templo, sem assessoria adequada das autoridades.

Em meio à violência, houve falhas no resgate policial, com relatos de que agressores elogiaram a impunidade e de que Naik só recebeu atendimento médico após ter sido levado por líderes cristãos a um hospital. Em 13 de janeiro, o Boletim de Ocorrência nº 0041 foi registrado, sob a Lei Bharatiya Nyaya Sanhita de 2023, contra Nigamananda Dalbehera e outras 20 pessoas não identificadas, por lesão corporal, restrição ilegal, reunião ilegal, tumulto, porte de arma e intimidação criminosa. A família, temendo represálias, mudou-se para local não divulgado a 71 quilômetros da vila.

Especialistas em direitos civis apontam que o ataque ocorre em meio a tensões religiosas no país, com defensores de direitos observando um clima favorável a ataques contra não hindus desde que o governo de Modi assumiu o poder em 2014. A Índia aparece na 12ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, subindo da 31ª posição em 2013. Essas estatísticas ajudam a entender o cenário de violações de liberdade religiosa relatadas no país.

Como leituras, este caso evidencia a necessidade de fiscalização eficaz, proteção a minorias e ações claras das autoridades para coibir agressões religiosas. E você, o que pensa sobre a relação entre fé, tolerância e segurança pública em situações de conflito religioso? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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