Rússia nega envenenamento e acusa Ocidente de “necropropaganda”

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Rússia nega necropropaganda e contesta provas ocidentais sobre o envenenamento de Navalny

A Rússia divulgou, por meio da Embaixada no Reino Unido, uma nota na qual rejeita o uso do termo necropropaganda e contesta as acusações de envenenamento de Alexei Navalny com uma toxina supostamente de origem sul-americana. Um grupo de países europeus afirmou ter confirmado a presença de toxina fatal em exames do opositor de Vladimir Putin.

O documento assinado pelo Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Holanda afirma que Navalny foi envenenado com epibatidina, uma toxina encontrada em sapos nativos da América do Sul. Navalny era um dos principais opositores de Putin e, segundo o texto, cumpria pena na Rússia, o que, na visão europeia, daria aos órgãos russos meios para administrar o veneno.

A nota também aponta que, em fevereiro de 2024, Navalny foi encontrado morto na prisão onde cumpria pena. O relatório europeu sustenta que a morte dele, sob essas circunstâncias, alimenta as acusações de envenenamento e de violação à Convenção sobre Armas Químicas.

Quanto aos casos anteriores, o texto menciona Skripal, ex-espião russo que vive em Londres e que recebeu perdão do governo em 2010, sendo trocado em uma operação de espionagem. A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW) indicou, na ocasião, indícios de envenenamento por um agente nervoso de alta pureza, embora o relatório tenha omitido o nome do agente.

Na versão traduzida para o português, a Rússia contesta as acusações e acusa o Ocidente de encenar um espetáculo político para deslegitimar Moscou. O governo russo afirma que não há razões para acreditar nas “descobertas de especialistas” ocidentais e questiona se a toxina seria epibatidina ou Novichok, sugerindo que a narrativa é construída para reacender o antipassado anti-russo.

A resposta russa também comenta a participação de veículos de mídia aliadas às estruturas políticas ocidentais, afirmando que o objetivo é manter uma campanha contra a Rússia, mesmo diante da falta de evidências. Segundo o texto, trata-se de necropropaganda, que banaliza a morte de cidadãos, conforme a leitura de Moscou.

O debate sobre Navalny se soma aos casos anteriores de envenenamento envolvendo autoridades russas, como Skripal, e reforça a tensão entre Moscou e várias capitais europeias sobre transparência, provas e a forma como a narrativa de arma química é utilizada no cenário internacional.

O que você acredita sobre as investigações e as declarações de Moscou e das capitais europeias? Deixe seu comentário com sua leitura sobre o caso Navalny, a disputa de evidências e o papel da comunicação internacional nesses episódios.

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