Global Soft Power: como funciona índice que a Argentina alcançou melhor posição histórica

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O Global Soft Power Index 2026, estudo anual da Brand Finance, aponta queda generalizada nas percepções globais, mesmo com os EUA mantendo a liderança. A pontuação estadounidense recuou 4,6 pontos, para 74,9 de 100, enquanto a China fica em segundo lugar, com 73,5. A edição também destaca que a Argentina alcançou a melhor posição histórica no ranking, sinalizando mudanças na geografia do poder suave.

O índice mede o soft power — a capacidade de influenciar por atrair e persuadir — e analisa como essas percepções afetam investimentos, comércio e diplomacia, considerando 193 nações membros da ONU desde 2024. A divulgação ocorreu em janeiro de 2026, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.

A metodologia combina três Indicadores-Chave de Desempenho (KPIs) que somam 50% da pontuação: Familiaridade (0-100, peso 10%), Reputação (0-10, peso 10%) e Influência (0-5, peso 30%). Os outros 50% vêm de 35 atributos de marca nacional, agrupados em oito pilares: Relações Internacionais, Governança, Negócios e Comércio, Pessoas e Valores, Futuro Sustentável, Cultura e Patrimônio, Educação e Ciência, Artes e Entretenimento.

A ponderação global busca equilíbrio entre igualdade soberana (50% de votos iguais entre as nações) e o tamanho da população (50%), ajustada pela familiaridade para priorizar mercados onde a nação é mais conhecida. Medidas adicionais, como indicações para investir, trabalhar ou visitar (0 a 5), ajudam o contexto, mas não entram na pontuação final.

A evolução e os ajustes recentes foram desenvolvidos com contribuições da Universidade de Oxford e entrevistas com mais de 50 especialistas. O índice passou por modificações para manter a comparabilidade anual, incluindo a reinclusão da Rússia em 2025 após uma pausa e o refinamento de atributos ligados à liderança e à inovação.

Contexto de 2026 mostra um recuo generalizado nas percepções, com nações ocidentais mais impactadas, enquanto China e Japão exibem relativa resiliência. O ranking envolve mais de 150 mil respondentes em mais de 100 mercados, com pesquisas online em 54 idiomas entre setembro e dezembro do ano anterior à divulgação.

Implicações para leitores: o estudo oferece visão de como marcas nacionais são vistas, influenciando relações internacionais e oportunidades de negócios. A edição de Davos reforça que o soft power continua moldando o cenário global, mesmo diante de incertezas econômicas.

E você, o que pensa sobre o papel do soft power no equilíbrio entre acordos, investimentos e cultura entre nações? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como você vê a posição dos EUA, China e Argentina em 2026 no cenário global.

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