Bispo evangélico é acusado de abuso sexual contra quatro adolescentes

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Um bispo evangélico é acusado de importunação sexual por pelo menos quatro jovens que frequentam a Igreja Batista Missionária (IBM), na Cidade Ocidental (GO), no Entorno do Distrito Federal. As denúncias foram registradas na delegacia local e o caso está sob investigação.

Segundo o relato de uma das vítimas, na época com 18 anos, os fatos teriam ocorrido entre outubro de 2024 e novembro de 2025, enquanto o bispo atuava como líder de jovens, casais, louvor e célula, dentro da IBM.

A vítima afirmou que a aproximação ocorreu porque via o religioso como uma figura paterna e protetora, o que facilitou o convívio e a proximidade com o bispo.

“Além disso, ele dizia que iria ser seu pai de consideração, o que o fez aproximar ainda mais do bispo e, provavelmente, o mesmo se aproveitou da ausência do pai dele para conquistá-lo e se aproximar dele”

Conforme o depoimento, as conversas inicialmente não tinham conotação sexual, mas passaram a incluir pedidos de fotos. Posteriormente, teriam ocorrido toques sem consentimento, inclusive durante um retiro da igreja, em um quarto onde o acusado descansava.

Segundo a vítima, o bispo pedia para tocar o órgão genital da vítima e se masturbava durante os toques. Também houve episódios dentro do carro e da residência do acusado.

Os relatos indicam que os atos se repetiram ao longo de aproximadamente um ano. A vítima afirmou ter ficado com medo e vergonha e foi orientada a apagar mensagens e a não contar o ocorrido, com a justificativa de que “ninguém entenderia”.

O suspeito afirmou não possuir provas materiais, mas citou nomes de pessoas que, segundo ele, também teriam relatado situações semelhantes. O caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar.

Outra suposta vítima, que frequenta a IBM desde 2014 e conheceu o acusado em 2015, relatou que, em novembro daquele ano, foi chamada para ir até a casa dele. Na época, a vítima tinha 10 anos e, segundo o depoimento, ele pediu para ver o órgão genital e para tocá-lo.

Ao longo de 10 anos, os abusos teriam incluído masturbação, sexo oral e outros toques, além de o registro de imagens nuas compartilhadas pelo acusado. A vítima afirmou que o bispo pedia para apagar as imagens, alegando que “as pessoas não entenderiam” e que “isso era coisa de homem”.

Os ataques teriam ocorrido na casa, no carro e, em uma ocasião, dentro da IBM, na sala do presidente, com apenas os dois presentes. Os atos teriam cessado quando outros casos passaram a vir a público na igreja.

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) informou que o caso está sendo investigado, mas não divulgará detalhes para proteger as vítimas menores. Em nota, a IBM afirmou que está tratando o assunto com seriedade, responsabilidade e rigor institucional.

O tema traz à tona a necessidade de proteção de menores em espaços de liderança religiosa e reforça a importância de canais seguros para denúncias. O caso permanece em apuração pelas autoridades.

Se você tem opiniões ou experiências sobre como fortalecer a proteção de crianças e adolescentes em espaços de fé, compartilhe nos comentários e participe da conversa.

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