Incêndios em depósitos de combustível causam apagão em Teerã

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Teerã viveu um fim de manhã inédito neste domingo (8/3/2026), com moradores acordando sob uma fumaça preta que invadiu a cidade após ataques a depósitos de combustível nos arredores. A impressão foi de ainda noite, enquanto uma camada densa de fumaça cobria ruas e áreas centrais.

Por volta de 10h30 locais (7h em Brasília), veículos ainda circulavam com faróis acesos na Avenida Valiasr, uma via de 17 quilômetros que atravessa Teerã de norte a sul. O tempo úmido e nuvens pesadas aumentavam a confusão, misturando-se às colunas de fumaça provocadas pelos locais de armazenamento incendiados.

O cenário ganhou aspecto de fim do mundo, com a cidade tomando contornos de um campo de batalha, após o queixume dos bombardeios que atingiram a infraestrutura petrolífera. Foi a primeira vez desde o início do conflito que a rede de petróleo do Irã foi atacada, com quatro depósitos e um centro logístico de produtos petroquímicos em Teerã e arredores atingidos, deixando ao menos 6 mortos e 20 feridos.

Em um dos depósitos atingidos, o petróleo continuava a queimar, e a AFP observou chamas ainda intensas mais de 12 horas após os bombardeios. A emissora destacou vídeos do fogo e imagens compartilhadas em redes sociais que reforçavam a gravidade da situação.

Forças de segurança, com máscaras e capas impermeáveis, Controlavam o trânsito para proteger a população das emissões tóxicas. Autoridades alertaram que gases liberados podem irritar vias respiratórias e olhos, pedindo que moradores permaneçam em casa.

O Crescente Vermelho iraniano informou que grandes quantidades de hidrocarbonetos tóxicos, enxofre e óxidos de nitrogênio foram liberadas na atmosfera, e que vidro de edifícios residenciais próximos estilhaçou com as explosões. O governador de Teerã, Mohammad Sadegh Motamedian, disse que a distribuição de gasolina foi temporariamente interrompida, mas pediu à população que não se preocupe.

O abastecimento foi limitado a 20 litros por veículo, provocando longas filas nos postos da capital. Em junho, durante a guerra anterior, cerca de 6 milhões de moradores deixaram Teerã; nesta ocasião, a maioria permaneceu, e a ONU estima que cerca de 100 mil pessoas tenham deixado a cidade.

A crise evidencia a vulnerabilidade da infraestrutura energética na região em meio ao conflito no Oriente Médio, que envolve ataques de Israel e dos EUA. A situação continua sob monitoramento das autoridades, com medidas de racionamento e cuidados à saúde pública em vigor.

E você, o que pensa sobre o impacto desse ataque à infraestrutura de combustível e o deslocamento de moradores na região? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a entender os desdobramentos dessa crise.

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