Irã ameaça cortar petróleo de aliados dos EUA e de Israel enquanto a guerra continuar

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Guerra no Oriente Médio chega ao 11º dia, nesta terça, com bombardeios contínuos e sem perspectiva de cessar-fogo no curto prazo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o conflito estava “praticamente encerrado”, uma visão respondida pela Guarda Revolucionária do Irã, que afirmou que o fim dos confrontos será decidido por suas próprias forças.

A Guarda Revolucionária informou que não permitirá a exportação de petróleo da região para aliados hostis até nova ordem. O porta-voz Ali Mohammad Naini reiterou à Tasnim que as Forças Armadas iranianas vão barrar qualquer envio de petróleo para partes hostis e seus aliados enquanto durar o conflito.

No plano econômico, o G7 adiou a liberação de reservas de petróleo para reduzir os preços, mantendo a discussão para esta terça-feira entre os ministros de energia. A França confirmou a intenção de avançar com a iniciativa para conter os preços, conforme disse Maud Bregeon, porta-voz do governo, à France Télévisions.

A escalada se ampliou com novos bombardeios e ataques no Iraque e no Líbano. Houve ataques iranianos contra uma base dos EUA no Curdistão iraquiano, enquanto Israel intensificou ações contra estruturas ligadas ao Hezbollah. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação contra o Irã “ainda não terminou”.

Nesta terça, o exército israelense confirmou ataques ao braço financeiro do Hezbollah, o Al-Qard Al-Hasan. O Exército sustenta que o Hezbollah usa essa estrutura para financiar atividades militares; na semana passada, também atingiu núcleos do grupo no sul e no leste do Líbano.

Autoridades iranianas reiteraram que não buscam tréguas. Enquanto isso, Turquia, Emirados Árabes e Catar disseram ter interceptado mísseis iranianos. O ataque mais preocupante ocorreu no território turco, onde fica a base americana de Incirlik, perto da fronteira com a Síria. A Turquia, membro da OTAN, vê a possibilidade de acionar o Artigo 5 caso a escalada se agrave.

O conflito mantém a atenção internacional, com impactos potenciais sobre energia, segurança e geopolítica na região. A leitura dos próximos passos envolve EUA, Irã, Israel e aliados, em meio a uma conjuntura carregada de desdobramentos militares e diplomáticos.

Qual é a sua leitura sobre os próximos dias desse confronto e seus reflexos na economia global? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o andamento do conflito e suas consequências.

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