Empresário acusa PMs de arrombarem casa atrás de arma de airsoft. Veja vídeo

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Em Ceilândia, no Distrito Federal, um empresário afirma ter presenciado a invasão de sua casa por três policiais militares logo após um acidente de trânsito. Segundo ele, os agentes teriam arrombado o portão e vasculhado o imóvel buscando uma arma de airsoft. O episódio, registrado por câmeras de segurança e dividido entre testemunho e depoimento, sustenta dúvidas sobre a atuação policial e sobre a relação entre moradores e a Polícia Militar. A apuração está em curso e o caso ganhou repercussão local.

De acordo com Edivaldo Evaristo da Silva Junior, 28 anos, o fato ocorreu pouco depois do acidente com uma van, quando ele deixou o local e as tensões no trânsito se acalmaram apenas mais tarde. Ele afirma que três pessoas se aproximaram; segundo ele, eram amigos de serviço do motorista da van. Câmeras de rua teriam registrado o avanço dos suspeitos até a garagem da residência, e houve relatos de que, dentro do carro, havia uma arma de airsoft que ele acabou pegando para se defender.

Ao retornar para a casa, o empresário diz ter visto o portão arrombado e a residência revirada. A câmera instalada na garagem chegou a ser virada para a parede por um dos policiais, enquanto o áudio captava o que, segundo ele, seria uma tentativa de violar a fechadura digital. Em depoimento, Edivaldo relatou que chegou a perguntar aos agentes se eles poderiam arrebentar a porta, mas recebeu orientação de registrar a ocorrência apenas com a presença do advogado e do delegado.

“Na hora que comecei a falar que iria responder na presença do meu advogado e do delegado, um deles disse: ‘Já que é assim que você quer’, e me algemaram para a viatura”, relatou. O empresário diz ter ficado fechado dentro do veículo sob o sol por cerca de uma hora, chegando a suar tanto que precisou trocar de peça de roupa. Em seguida, foi encaminhado à 15ª Delegacia de Polícia, Ceilândia Central, para registrar um novo boletim contra as ações dos policiais.

Ele descreve que, dentro da viatura, ouviu outra afirmação de um policial: “O que eu puder fazer para acabar com você, você vai ver se eu não vou fazer.” Esse trecho, segundo ele, reforça o temor em relação à conduta dos agentes e à segurança de sua família, especialmente porque sua cunhada estava grávida no momento.

O Metrópoles tentou ouvir a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para esclarecer o ocorrido, mas não houve retorno até a publicação. O episódio permanece sob apuração, com as autoridades ainda sem posicionamento oficial sobre as alegações de abuso de poder ou violação de imóveis.

O caso coloca em debate a forma como autoridades lidam com situações de crise em residência particular e como a segurança de cidadãos comuns é protegida diante de ações que, segundo moradores, podem extrapolar limites legais. Enquanto a investigação avança, moradores da região pedem transparência e responsabilidade das instituições responsáveis pela segurança pública, para evitar que relatos como este se tornem engrenagens de desconfiança entre a população e os agentes do Estado.

E você, já presenciou ou vivenciou situações em que a atuação policial gerou dúvidas sobre a abordagem adotada? Conte suas experiências e opiniões nos comentários para enriquecer o debate sobre segurança, direitos e responsabilização na atuação policial na cidade.

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