Ex-noiva de Vorcaro se pronuncia pela 1ª vez, nega conhecimento sobre esquema e relata “linchamento” após vazamentos

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Resumo: Martha Graeff, influenciadora e ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, rompeu o silêncio sobre as investigações que cercam o Banco Master. Em carta publicada nesta sexta-feira, ela afirma não ter conhecimento de irregularidades, diz ter sabido do caso pela imprensa e descreve o relacionamento à distância com Vorcaro. A mensagem também reforça que não participou de trusts nem recebeu bens, e ressalta que seu patrimônio foi construído ao longo de 26 anos de carreira. O contexto envolve o detido Vorcaro e uma investigação que pode se estender a outros núcleos do sistema financeiro, conforme a defesa.

Em seu texto, Graeff nega qualquer envolvimento em atividades irregulares e afirma que a área de atuação de Vorcaro era fiscalizada, o que a levou a confiar no companheiro. Ela sustenta não ter havido antecipação de sinais de irregularidade por parte de reguladores, parceiros de negócio ou clientes. O relacionamento, que durou aproximadamente um ano e oito meses, ocorreu principalmente à distância, com Graeff residindo nos Estados Unidos e Vorcaro no Brasil, o que limitava o contato com a rotina e com os negócios do ex-parceiro.

A influencer também critica o vazamento de mensagens pessoais anexadas ao processo, descrevendo a exposição como uma tentativa de vulgarização. A repercussão atingiu diretamente sua família, inclusive a filha de seis anos, que fica acompanhando o desdobramento do caso. “Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso?”, questiona em trecho da manifestação.

Enquanto Graeff tenta manter distância do caso, Vorcaro permanece detido, e fontes ligadas ao processo indicam que ele negocia termos de uma possível delação premiada. O advogado da modelo, Lúcio de Constantino, descreveu o estado emocional da cliente como choque e profunda decepção após a prisão do banqueiro. A carta, datada de 27 de março de 2026, compõe o conjunto de peças que a defesa utiliza para sustentar a versão de Graeff sobre a atuação de Vorcaro e sobre o próprio patrimônio da influencer.

Entre os trechos divulgados, Graeff afirma que não sabia sobre as operações nem participava de nenhum acordo que pudesse ter beneficiado o ex-namorado. Ela reforça que não integra nenhum trust nem recebeu imóveis, carros ou embarcações atribuídos a terceiros. “Trabalho desde os meus 14 anos, há 26 anos, e moro fora do Brasil há mais de 20 anos. Todo o meu patrimônio foi construído por mim e está devidamente declarado”, afirma na carta.

A narrativa apresentada pela influencer também ressalta o caráter pessoal da crise. Ela relata ter se apaixonado por um homem respeitado no Brasil e no exterior, com o relacionamento desenvolvido majoritariamente à distância, o que, segundo ela, dificultou qualquer envolvimento nos negócios dele. Ao enfatizar a vida profissional que construiu sozinha, Graeff busca estabelecer a linha entre a vida privada e as investigações que hoje dominam o noticiário financeiro.

À medida que o caso avança, o testemunho de Graeff ajuda a iluminar a dimensão humana da crise, destacando a pressão sobre familiares e a privacidade invadida em meio a acusações de grande alcance. O tema ganha relevância entre leitores da cidade e de todo o país, que acompanham as informações para compreender como decisões financeiras de alto nível podem impactar vidas pessoais. E você, qual é a sua leitura sobre os impactos dessas revelações na confiança do público nas instituições? Compartilhe sua opinião nos comentários para enriquecer a conversa.

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