Vizinho acusado de perseguir Kelly Key pode ser expulso do condomínio, alerta advogada; entenda questão

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


A cantora Kelly Key publicou, no último domingo, um vídeo nas redes sociais denunciando comportamentos inadequados de um vizinho, que estaria com questões psicológicas e chegou a tentar invadir a residência da família.

Os relatos apontam abusos que vão desde a entrega de presentes à filha até uma tentativa de agressão contra o pai da artista. O vizinho também estaria envolvido em conflitos com outros moradores e, segundo a denúncia, já foi registrado pela polícia diversas vezes.

No momento, o vizinho permanece internado, mas ainda não há um laudo psiquiátrico formal. Kelly Key afirma que, sem esse documento, ele pode assinar a própria alta médica, uma situação que, segundo ela, já ocorreu em outros casos.

Especialistas discutem os limites da convivência em residenciais. Jamile Vieira, advogada especializada em direito condominial, avalia que o caso pode configurar crime, dependendo das provas apresentadas.

“Ele já ultrapassou os limites de problemas de convivência em condomínio. É um caso bastante grave que envolve condutas ilícitas do ponto de vista criminal”, afirmou a advogada.

“Se a condição for comprovada por meio de um laudo e existirem provas sobre a perturbação do sossego, o acusado pode ser expulso do condomínio”, apontou.

Isso porque uma interpretação do Código Civil prevê a expulsão dos chamados “condôminos antissociais”. Decisões judiciais já admitiram, em casos extremos, a expulsão de moradores enquadrados nessa categoria. O termo se refere a condutas repetitivas que geram grave perturbação à segurança, ao sossego ou à saúde dos demais.

“O condomínio deve apurar o caso e votar, em assembleia, sobre enquadramento dele como ‘condômino antissocial’. Nesse caso, o Código Civil determina que seja aplicada uma multa de dez vezes o valor da taxa condominial e pode chegar à expulsão desse morador, se houver uma declaração judicial e o quórum necessário, de 3/4 dos moradores”, alertou.

Essa pauta evidencia a necessidade de apuração cuidadosa, assembleias e medidas legais para assegurar a segurança e o sossego de quem vive em residências coletivas.

E você, o que pensa sobre os limites da convivência em condomínios e como lidar com situações de risco ou perturbação? Compartilhe sua opinião nos comentários.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

PF apreende substância para emagrecimento no aeroporto do Galeão (RJ)

BrasilA Polícia Federal apreende 12 frascos de tirzepatida no Galeão; passageiro de 54 anos vindo de Foz do Iguaçu (PR) é alvo da...

Confronto no Nordeste de Amaralina deixa 2 PMs feridos

Dois agentes da Polícia Militar da Bahia (PMBA) foram baleados durante...

Em estado de emergência, Ribeirão Preto registrou 319 raios em 24 horas

Ribeirão Preto entra em estado de emergência após temporal que deixou uma morte e 86 mil imóveis sem energia Ribeirão Preto, cidade no interior...