Blake Lively x Justin Baldoni: Justiça dos EUA indefere acusações de assédio sexual

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Um juiz federal de Manhattan rejeitou, em maioria, as acusações de Blake Lively contra Justin Baldoni, citando questões de jurisdição. A decisão, proferida pelo juiz Lewis Liman, aponta que a ação foi movida com base em uma lei da Califórnia e que a suposta conduta contestada ocorreu fora do estado, o que dificulta a aplicação direta dessa lei no caso em análise.

O processo, aberto em dezembro de 2024, envolve a atriz Blake Lively, Baldoni, Wayfarer Studios e outras rés, com as alegações incluindo assédio sexual, difamação, invasão de privacidade e violações de leis civis federais e estaduais. Segundo Lively, o ambiente durante as filmagens do drama romântico É Assim Que Acaba (2024) foi hostil, com condutas que teriam visado silenciar a atriz e outras pessoas da produção.

A decisão de Liman também deixou em aberto a possibilidade de Lively ajuizar ações separadas, como uma reclamação de retaliação contra a Wayfarer Studios, além de uma ação contratual e uma de cumplicidade contra diversos réus. Ou seja, embora boa parte das alegações tenha sido indeferida por questões de jurisdição, outras frentes legais permanecem sob análise.

Durante a sessão, o advogado de Baldoni, Jonathan Bach, sustentou que as supostas ofensas seriam “pequenas” e triviais, não configurando, isolated ou cumulativamente, um ambiente de trabalho hostil suficiente para sustentar a acusação principal. Já a advogada de Lively, Esra Hudson, argumentou que o ator-diretor tinha repetidamente ultrapassado limites, inclusive em cenas que não faziam parte do roteiro.

É Assim Que Acaba, que retrata uma floricultura cuja proprietária se casa com um neurocirurgião interpretado por Baldoni, é citado no processo como o cenário das condutas questionadas. O filme discutiu dinâmicas de relacionamento que, segundo a atriz, refletiam padrões abusivos; o enredo acompanha a ruptura do casal e a reconexão com um antigo amor, um chef e proprietário de restaurante.

A produção tem recebido atenção de público e indústria, com resultados expressivos de bilheteria: mais de US$ 351 milhões em receitas globais, conforme dados indicados pelo Box Office Mojo. Embora as críticas tenham sido mistas, o desempenho financeiro do filme é apresentado como um argumento de relevância para entender o contexto em que as acusações foram propostas.

Além de Lively, o caso ganhou eco entre celebridades, com a presença citada de nomes como Taylor Swift, Gigi Hadid e Hugh Jackman, que, segundo a atriz, poderiam ter informações relevantes para sustentar as acusações ou oferecer perspectivas sobre o ambiente de produção. A presença de tais figuras não implica, por si, em culpa, mas adiciona camadas de interesse público ao conflito.

Entre os pontos centrais, a atriz alegou que as situações descritas constituíam violações de direitos civis e de privacidade, além de difamação, enquanto Baldoni rebateu que buscou medidas para atender às preocupações apresentadas pela colega assim que surgiram, inclusive contratando uma empresa de gestão de crises para conter danos à produção.

O processo continua aberto em relação a outras frentes, como a possibilidade de uma ação contratual ou de cumplicidade, e o potencial de novas investigações sobre o comportamento no set. A decisão de Liman reforça a importância de estabelecer claramente onde as leis se aplicam, especialmente em casos translocais envolvendo cineastas e grandes produções.

Este caso acende debates sobre ambiente de trabalho, responsabilidade de produtores e limites da liberdade criativa em produções de alto perfil. Como a Justiça evolui nesses desdobramentos pode impactar futuras ações envolvendo artistas, equipes de produção e empresas de entretenimento. E você, o que pensa sobre os impactos de decisões judiciais desse tipo no cinema e na vida real? Compartilhe sua leitura nos comentários e diga qual aspecto você considera mais decisivo neste duelo entre Lively e Baldoni.

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