Sermão em missa de Páscoa de Aparecida critica “polarização que mata”

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Além de missas e shows, festa de Nossa Senhora Aparecida terá operações da PRF, aumento na frota de ônibus e pontos de apoio para romeiros - Metrópoles
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Resumo: na celebração da Páscoa no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo, um padre destacou a necessidade de superar a polarização e cultivar a empatia entre os fiéis. A missa contou com uma transição de liderança no santuário, com o arcebispo emérito Dom Orlando Brandes deixando a administração e o Papa anunciando a nomeação de Dom Mário Antônio da Silva para assumir o cargo em maio. Além disso, a cerimônia se insere em um contexto de maior mobilidade e segurança para romeiros, com operações da Polícia Rodoviária Federal e melhorias na frota de ônibus.

Durante a homilia, o padre Renan Rangel fez um apelo direto à convivência pacífica, pedindo que cada pessoa mova a pedra do pecado, do desespero, da paralisia e das palavras depreciativas, bem como da polarização que prejudica a comunidade. Ele relembrou que a Páscoa é tempo de testemunhar a vida, de semear a paz e de cultivar a esperança, incentivando os fiéis a abandonar atitudes que atrapalham o anúncio da fé.

“Senhor move a pedra do pecado, move a pedra do desespero, a pedra da paralisia, a pedra das palavras depreciativas e reclamações vaidosas, a pedra da polarização que mata, a pedra da falta de compromisso que oprime. Hoje é Páscoa.”

O sermão não se limitou aos apelos religiosos. O sacerdote também criticou as guerras sem entrar em detalhes sobre conflitos específicos, destacando que há muitos que assumem o papel de testemunhas da vida ao invés de promover a violência. A mensagem central foi simples: para além das diferenças, há um convite à solidariedade e à prática cotidiana da paz, que se revela no cuidado com o próximo e na construção de relações de respeito.

A missa foi conduzida pelo arcebispo emérito Dom Orlando Brandes, que atualmente encerra a gestão do santuário. Ao seu lado, o anúncio de Dom Mario Antônio da Silva, atual arcebispo de Cuiabá, que foi nomeado pelo Papa para sucedê-lo, com take over previsto para o dia 2 de maio. A expectativa é de uma transição serena, mantendo o foco no serviço aos fiéis e na promoção de uma mensagem de união durante a festa litúrgica.

Quanto à participação dos fiéis na celebração de Páscoa, a assessoria do Santuário de Aparecida informou que não havia um número oficial de presentes na missa matutina. Em situações de grande afluxo, como a Páscoa, esse tipo de informação pode variar conforme o registro de diferentes setores da basílica, mas o que ficou evidente foi o clima de reflexão e devoção que marcou a cerimônia.

Além do aspecto religioso, o contexto da festa envolve preparação logística para os romeiros que chegam à região. A legenda da imagem que acompanha a matéria aponta que, além de missas e apresentações, a programação da celebração contempla operações da PRF e melhorias na frota de ônibus, com pontos de apoio distribuídos para facilitar a mobilidade e a acolhida aos visitantes, fortalecendo a infraestrutura local para a ocasião.

À medida que a comunidade local se prepara para a transição de liderança, os protagonistas destacam a importância de manter o espírito de união que caracteriza a Páscoa. A mudança de comando no Santuário de Aparecida chega num momento em que a região atrai fiéis de diversas localidades, gerando expectativa não apenas religiosa, mas também econômica e social, com impacto sobre o comércio, o turismo e os serviços de apoio aos peregrinos.

Convidamos você, leitor, a deixar sua opinião nos comentários: como percebe a combinação entre fé, liderança e logística em momentos de grandes festas religiosas? Quais aspectos da celebração de Páscoa em Aparecida você considera mais relevantes para a vida da cidade e de seus moradores?

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