Em meio à polêmica com os EUA, Petro pede ao Brasil extensão do Pix à Colômbia

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Resumo: Em 06/04/2026, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu ao Brasil que estenda o sistema Pix à Colômbia e voltou a criticar a lista de sanções do OFAC, dos Estados Unidos, afirmando que a ferramenta não funciona mais para combater o narcotráfico.

Petro publicou a mensagem na rede social X, pedindo que o Pix seja ampliado para facilitar pagamentos entre Brasil e Colômbia. Segundo ele, a lista da OFAC “já não funciona” porque criminosos contornam as sanções e atuam em centros financeiros como Dubai, onde “vivem no luxo”.

O presidente afirmou ainda que a OFAC tem servido para perseguir opositores políticos e a descreveu como “um sistema aberrante de controle político”. Em paralelo, defendeu uma visão de governança global democrática e afirmou que nenhuma guerra é boa, criticando intervenções e conflitos internacionais.

No campo da política antidrogas, Petro afirmou que líderes do narcotráfico operam fora da Colômbia com proteção indireta de acordos judiciais, e que chefes de grupos armados residem no exterior, ampliando operações para novos mercados e complicando a extradição.

Durante a publicação, o colombiano mencionou críticas aos EUA na condução de conflitos e pediu o fim de guerras, ao mesmo tempo em que destacou que a taxa de homicídios no país vinha caindo e manifestou expectativa de que essa tendência se mantenha.

A fala de Petro foi feita em tom de apoio à cooperação regional, acompanhado por Lula da Silva durante uma declaração conjunta. Ele disse que o Brasil poderia ampliar o uso do Pix para facilitar transações entre as nações, reduzindo a dependência de mecanismos sancionatórios que, na visão dele, não resolvem o problema de fundo.

Ao enfatizar mudanças na política antidrogas e na governança global, Petro ressaltou a necessidade de acordos que ultrapassem fronteiras, valorizando democracia, transparência e cooperação entre governos. Para ele, a segurança regional depende de instrumentos financeiros eficientes e de uma estratégia que vá além das sanções isoladas, concentrando-se também em desenvolvimento e prevenção.

Enquanto o Brasil avalia a extensão do Pix, as palavras de Petro reacendem o debate sobre a arquitetura financeira da região, a relação entre Washington e Brasília e o papel de organizações internacionais na política antidrogas. O objetivo é buscar diálogo, facilitar operações legais e fortalecer a cooperação para enfrentar o crime organizado.

E você, leitor? Qual a sua leitura sobre a proposta de ampliar pagamentos instantâneos entre países e repensar o uso de sanções externas? Deixe sua opinião nos comentários e participe deste debate que envolve economia, segurança e relações entre países da região. Suas perspectivas ajudam a enriquecer o diálogo público sobre esses temas.

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