São Paulo decide expulsar ex-dirigente aliado de Julio Casares

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Resumo rápido: a Comissão Disciplinar do São Paulo expulsou Mário Carlomagno, ex-superintendente geral e ex-CEO, do quadro de sócios. A decisão, embasada em um documento de sete páginas, aponta omissão do dirigente no esquema de exploração clandestina de camarotes do Morumbi para o show de Shakira em fevereiro de 2025. Três dos cinco conselheiros votaram a favor, num desfecho que sinaliza a guinada política do clube após o impeachment e a renúncia de Julio Casares.

No relatório, assinado por conselheiros vinculados à gestão, ficam claros os nomes dos votos: José Eduardo Vuolo, Danilo Pavanello e Natanael Cabral, que defenderam a expulsão de Carlomagno, que já soma 22 anos de serviços no São Paulo, ocupando cargos desde assessor do futebol até a superintendência. A posição dos três reforça a linha de acusação de omissão em um episódio que envolve o Morumbi e os camarotes destinados a eventos do clube.

Carlomagno era visto como o provável sucessor de Julio Casares e, até então, o principal nome de uma linha interna na corrida pela presidência nesta eleição. O documento sustenta que ele teve conhecimento das irregularidades no caso da exploração clandestina do camarote 3A para o show de Shakira, em fevereiro de 2025, e não atuou para impedir o esquema. Em sua defesa, Carlomagno negou envolvimento no episódio no ano anterior, afirmando que apenas disponibilizou o camarote da presidência a uma Diretora Feminina, a pedido de Mara Casares, e que ela não tinha autorização para comercializar o espaço.

Além da expulsão de Carlomagno, a ética do clube aponta Douglas Schwartzmann e Mara Casares como possíveis alvos de expulsão. Eles são apontados como integrantes do esquema clandestino que explorava camarotes do Morumbi. O Conselho Deliberativo deverá ser convocado na próxima quarta-feira, 6, a pedido da Comissão de Ética, para votar a expulsão da dupla do quadro de sócios do clube.

O episódio ocorre em um momento de reconfiguração da política interna do São Paulo. No ano anterior, o clube vivenciou impeachment de Casares e sua renúncia, o que abriu espaço para disputas internas sobre governança e ética. A Comissão Disciplinar sustenta que as condutas associadas ao caso atentaram contra as regras do clube e prejudicaram a imagem institucional, reforçando a necessidade de responsabilização dos dirigentes envolvidos na gestão de espaços no Morumbi.

Com o desfecho ainda sem definição para Schwartzmann e Mara Casares, o caso mantém o tema da transparência e da responsabilidade na administração de clubes de grande expressão na cidade. As decisões que vierem a ser tomadas nas próximas semanas devem esclarecer o peso das acusações e sinalizar como a gestão pretende fortalecer a confiança de torcedores, sócios e moradores da região. O São Paulo informa que acompanhará os desdobramentos com rigor, ouvindo as partes envolvidas e analisando todas as evidências disponíveis.

A comunidade local é convidada a acompanhar os próximos momentos do caso e a opinar sobre a governança do clube, o papel dos conselheiros e o impacto dessas decisões para a imagem do futebol na cidade. Deixe seu comentário e compartilhe sua visão sobre como clubes de grande expressão podem avançar para uma gestão mais transparente e responsável.

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