Trambiqueiro: chef italiano faliu empresas, embolsou dinheiro e furtou até caminhão

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Resumo: O chef italiano Fabio Mattiuzzo foi preso em Fortaleza, CE, a pedido da Itália para extradição, após condenações por fraude que levaram à falência de empresas no país. Ele vivia na cidade desde 2014, foi incluído pela Interpol na difusão vermelha e detido pela Polícia Federal, devendo agora aguardar o andamento do processo de extradição.

Segundo as investigações, Mattiuzzo foi condenado na Itália por envolvimento em falência fraudulenta. Em um dos casos, desviou mais de 96 mil euros de uma empresa que administrava para custear despesas pessoais. Em outro processo, o chef teria retirado bens da companhia, incluindo móveis e até um caminhão, também para uso próprio. A Justiça italiana apontou ainda que ele ocultou e destruiu documentos contábeis para dificultar a investigação.

As fraudes levaram à falência das empresas envolvidas. Somadas, as condenações superam cinco anos de prisão. Após as decisões, o chef ficou sem localização pelas autoridades italianas, passando a ser considerado foragido.

O italiano vivia em Fortaleza desde 2014, onde atuava como chef e mantinha uma rotina aparentemente normal. A prisão foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumprida pela Polícia Federal em março.

Com o paradeiro desconhecido, o nome de Mattiuzzo foi incluído na difusão vermelha da Interpol, utilizada para localizar criminosos em diferentes países. Ele permaneceu fora do radar por anos até ser encontrado no Brasil, onde, segundo apuração, vivia uma rotina discreta.

Agora, ele aguarda o desfecho do pedido de extradição feito pelo governo italiano. O caso evidencia a cooperação entre órgãos brasileiros e italianos na responsabilização de crimes financeiros, com a Interpol mantendo o monitoramento do paradeiro do suspeito.

O processo segue para definição sobre a extradição, que pode permitir o retorno de Mattiuzzo à Itália para responder pelas acusações e cumprir as penas, de acordo com as decisões judiciais. O caso ressalta ainda o peso de ações transnacionais no combate a fraudes que afetam empresas e trabalhadores em diferentes jurisdições.

Quem acompanhou o caso, o que você acha da cooperação entre países para localizar e extraditar suspeitos de crimes financeiros? Compartilhe suas opiniões nos comentários.

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