PL que termina com escala 6×1 deve ser votado em até 3 meses, dizem ministros

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Resumo rápido: o governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei para pôr fim à escala de trabalho 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois de folga. A tramitação é de urgência, com previsão de aprovação em até três meses, a ser sancionado pelo presidente, enquanto a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema tramita paralelamente, de forma mais demorada.

O texto do PL estabelece a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, mantendo a escala de cinco dias de trabalho e dois de folga. Em cenários de escalas alternativas, como a 4×3, as jornadas chegariam a 10 horas diárias, mas isso ficaria condicionado à negociação em acordos coletivos. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, ressaltou que, apesar da PEC tramitando, o PL quer dar celeridade para que a redução entre em vigor com mais rapidez.

A mensagem ao Congresso foi enviada na noite de terça-feira, e o texto foi protocolado na manhã de quarta, após tratativas do governo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Enquanto o patrocinador da PEC acompanha a tramitação tradicional, o governo optou por encaminhar o PL com regime de urgência para ampliar as chances de aprovação dentro do prazo político e evitar atrasos legais que possam comprometer a implementação.

Ainda segundo autoridades, o objetivo é que o PL reduza a jornada por lei — sem permitir aumentos — e que a PEC possa, futuramente, consolidar esse ganho para impedir mudanças adversas no futuro. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, destacou que a urgência facilita a transformação da medida em lei, enquanto Marinho lembrou da importância de consolidação por meio da PEC para evitar mudanças indesejadas. O debate também citou referências internacionais, como o caso da Argentina, para ilustrar cenários de ajuste na jornada de trabalho.

Para além dos números, o governo precisa articular impactos sobre indústria, comércio e serviços, já que a redução de 4×2 ou 5×2 exige ajustes de remuneração, folgas e acordos coletivos. A equipe federal afirma que a intenção é equilibrar ganhos de produtividade com proteção salarial, buscando uma transição sustentável que reduza a carga horária sem prejudicar o emprego nem a produção. E você, como avalia essa mudança para o cotidiano do trabalhador e para a economia da região?

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