Resumo: O jequieense Ramon Reis Santos, 39 anos, conhecido como Ramon Sushi, foi encontrado morto após 13 dias de desaparecimento. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Itabuna e deverá ser trasladado para Jequié, cidade onde ele tinha familiares e era amplamente conhecido. A localização do achado ocorreu na área da zona da mata, na Península de Maraú, região de difícil acesso, o que intensificou as buscas feitas por amigos e moradores.
A confirmação foi feita na manhã desta quinta-feira (16) pelo reconhecimento feito pelos familiares, que compareceram ao IML de Itabuna. A expectativa é que o corpo seja trasladado para Jequié, onde moradores e parentes aguardam para a cerimônia de despedida. Enquanto a família organiza os trâmites, amigos de Ramon descrevem o impacto da sua ausência na cidade, onde ele era conhecido por seu carisma e pela dedicação ao trabalho.
Na cidade, Ramon era conhecido como “Chef Ramon” ou “Dr. Sushi”, atuando como chef de culinária japonesa em um quiosque na Praça da Bíblia. Por motivos pessoais, ele deixou o negócio e se mudou para Barra Grande, local onde passou a morar e, posteriormente, acabou desaparecendo. A distância entre Jequié e Barra Grande marcava a trajetória do chef, que mantinha vínculos próximos com familiares na região da Península de Maraú e com moradores de Jequié.
Em 2024, Ramon tentou a sorte na política, disputando uma vaga de vereador pelo Progressistas e integrando a base do prefeito Zé Cocá (PP). Embora tenha concorrido, não foi eleito. Essa participação revela uma faceta pública do empresário gastronômico, que além da cozinha, buscava ampliar sua atuação junto à comunidade, conforme relatos de pessoas da cidade e de Barra Grande.
O sumiço de Ramon mobilizou intensamente amigos, familiares e moradores de Jequié, que reuniram-se para buscas ao longo de 13 dias. Os rastros apontavam para uma pessoa reservada, porém presente na vida social local, com laços fortes na cidade e no litoral baiano. A mobilização evidencia a proximidade dele com diversas redes, desde clientes do quiosque na praça até conhecidos na área de Barra Grande, onde passaram a acompanhar o caso com preocupação e esperança de um desfecho rápido.
As circunstâncias precisas da morte ainda serão apuradas pelas autoridades, que aguardam os próximos desdobramentos oficiais. Enquanto isso, a comunidade de Jequié e a região da Península de Maraú lamentam a perda de um personagem conhecido pela sua capacidade de unir pessoas por meio da culinária. O legado de Ramon Sushi fica, agora, nas memórias de quem convivia com ele, nas receitas que deixaram para trás e nas conversas que uniam moradores em torno de uma boa mesa.
A cidade convida leitores a compartilhar lembranças, mensagens de apoio à família e reflexões sobre as oportunidades que a trajetória de Ramon trouxe para a gastronomia local. Deixe seus comentários e opiniões sobre o que ficou marcado na memória de Jequié, Barra Grande e da região litorânea. Sua voz importa neste momento de despedida e reflexão.

