O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comentou, durante a assinatura de convênios com municípios turísticos da região, a abertura de inquérito contra o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A apuração investiga se houve calúnia contra o presidente Lula (PT) em uma publicação de janeiro em que Flávio associava o mandatário a crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e ligava imagens do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao rival político. Em meio a esse cenário, Tarcísio destacou que não vê irregularidades na candidatura do filho de Jair Bolsonaro e manifestou confiança numa vitória de Flávio ainda no primeiro turno. A declaração ocorre num momento de acentuada polarização e em meio a pesquisas que apontam empate técnico no cenário de segundo turno.
Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta (16/4), Tarcísio saiu em defesa de Flávio: “A crítica política não pode ser objeto de sanção, não pode ser objeto de coação, porque senão você tira a liberdade de expressão, e a gente não pode permitir que um lado possa fazer determinadas coisas e os outros não”.
O governador também afirmou não ver nenhuma “irregularidade” na candidatura do filho 01 de Jair Bolsonaro e se mostrou confiante quanto a uma vitória dele ainda no primeiro turno das eleições presidenciais. A fala reforça a linha de defesa do grupo Bolsonarista diante do inquérito aberto pelo STF, que envolve a avaliação de condutas políticas em meio ao processo eleitoral e à liberdade de expressão.
Tarcísio reforçou, ainda, que observa um derretimento gradual de Lula nas pesquisas, conforme o crescimento de Flávio Bolsonaro nas sondagens. “Eu confio na candidatura do Flávio, a candidatura está sendo extremamente bem-sucedida. E se essa eleição terminar no primeiro turno, vamos ver”, declarou o governador, que ainda participou de uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes para a assinatura de convênios com municípios turísticos paulistas.
Sobre o inquérito, Moraes autorizou a abertura após encaminhamento da Polícia Federal com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. A investigação incide sobre a postagem de Flávio em janeiro, na qual o senador atribuiu ao presidente Lula crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, além de ligar o líder venezuelano Maduro a seu desafio político. Em resposta, Flávio classificou a decisão como juridicamente frágil, alegando que a publicação não configuraria tipicidade penal e que a abertura do inquérito busca cercear a liberdade de expressão.
Quanto às sondagens, a Genial/Quaest apontou empate técnico para o segundo turno, com Lula registrando 37% das intenções de voto e Flávio 32% no cenário de primeiro turno. No entanto, em um hipotético segundo turno, o levantamento mostra Flávio à frente, com 42% ante 40% de Lula, sinalizando uma corrida acirrada até as urnas. Esses números ocorrem em meio a debates sobre pesquisas, desempenho entre os públicos e a força das alianças políticas em todo o país.
E você, leitor, como interpreta o efeito dessas investigações e o ritmo da campanha eleitoral? Acredita que o inquérito influenciará o desempenho de Flávio Bolsonaro nas urnas ou as pesquisas continuarão oscilando conforme cada novo desdobramento? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe da conversa que segue em torno de temas que mexem com o futuro político do Brasil.

