Um policial militar de 57 anos foi preso nesta quinta-feira, acusado de invadir o Hospital Geral de Itaparica e matar um paciente. Outro policial, de 52 anos, permanece foragido. A ação resultou na apreensão de uma pistola calibre .40, três carregadores, 87 munições e dois aparelhos celulares, durante a primeira fase da Operação False Shield.
A prisão ocorreu no bairro Manguinhos, em Itaparica, durante a primeira fase da operação deflagrada pela Polícia Civil com apoio da Força Correicional Especial Integrada (Force). O policial detido foi identificado como José Bomfim Ferreira da Silva. O segundo suspeito, Antônio Daniel de Castro, de 52 anos, permanece foragido, e as informações indicam que as buscas se concentram em endereços na região. As diligências seguem em Barro Branco, Itaparica, e Mar Grande, Vera Cruz, com equipes mobilizadas para esclarecer os fatos.
De acordo com as apurações, no dia 6 de setembro de 2023, os dois agentes, fora de serviço e usando coletes balísticos, entraram no Hospital Geral de Itaparica e efetuaram diversos disparos contra um homem socorrido após ter sido atingido no braço. O ataque ocorreu na sala de sutura, na presença de testemunhas que prestaram depoimentos aos investigadores. Em seguida, os agentes teriam alterado a cena e coagido pessoas que acompanhavam a vítima.
Além disso, a investigação aponta para a possibilidade de fraude processual como parte do esquema. O segundo investigado não foi localizado durante a operação, fato que levou a novas ações de busca em diversas localidades. As diligências incluíram visitas a endereços em Barro Branco, Itaparica, e Mar Grande, Vera Cruz, com apoio de equipes especiais.
A operação contou com o apoio da Força Correicional Especial Integrada (Force), da Corregedoria-Geral da Secretaria da Segurança Pública (Coger-SSP) e da Corregedoria da Polícia Militar (Correg). As diligências foram conduzidas pela 24ª Delegacia de Vera Cruz, vinculada à 19ª Delegacia de Itaparica, e investigam homicídio qualificado e fraude processual, mantendo abertas as apurações para esclarecer autorias, motivações e possíveis ligações entre as ações.
Após a prisão, o policial foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar, responsável pela custódia no Batalhão de Choque, onde permanece sob custódia e passa por procedimentos administrativos. A polícia reforça que a apuração permanece em curso e pode haver novos desdobramentos conforme as diligências avançam.
Casos como esse reacendem o debate sobre a conduta de agentes da segurança pública na RMS e, em especial, na cidade de Itaparica. A comunidade local aguarda respostas claras sobre as circunstâncias que levaram ao ataque e sobre as medidas disciplinares que serão adotadas para evitar que episódios semelhantes se repitam.
Convido você, leitor, a acompanhar os próximos desdobramentos e a compartilhar sua opinião nos comentários. Sua participação ajuda a entender o impacto desse episódio na confiança da cidade e na fiscalização das ações da polícia.

