Ataque armado em pirâmide de Teotihuacán, no México, foi planejado, dizem autoridades

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Um ataque armado nas pirâmides de Teotihuacán, no México, deixou uma turista canadense morta e 13 feridos, após o agressor planejar o ataque com dias de antecedência. O responsável atirou contra visitantes, tirou a própria vida ao ser cercado por forças de segurança, e a comunidade internacional acompanha o desenrolar das investigações. O episódio ocorre em meio à preparação para a Copa do Mundo de 2026, elevando a preocupação com a proteção de pontos turísticos no país.

Segundo o procurador do Estado do México, José Luis Cervantes, o ataque não foi espontâneo. O homem, identificado como Julio César Jasso Ramírez, entre 30 e 35 anos, já havia visitado a zona arqueológica em diversas ocasiões, hospedando-se em hotéis próximos para planejar o ato. Ao meio-dia de segunda-feira, ele começou a atirar, causando a morte da turista canadense e ferindo várias pessoas antes de se dirigir à própria morte quando as forças militares chegaram ao local. Uma mochila deixada no ponto continha a pistola, uma faca, 52 munições e itens de leitura que remetiam a trabalhos violentos, inclusive referências a episódios ocorridos nos Estados Unidos em 1999.

Entre as vítimas, há um menino de seis anos, uma mulher colombiana e uma brasileira descrita como menina, além de dois brasileiros e dois americanos, todos encaminhados a diferentes hospitais. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) informou que a brasileira atingida é uma menina e que o consulado prestou o apoio necessário. O Itamaraty ainda informou que a vítima brasileira não corre risco de vida após ter alta e estar com a família; outra brasileira permanece internada, sem piora no quadro. O embaixador dos Estados Unidos no México, Ronald Johnson, externou preocupação e tristeza e afirmou que Washington está pronto para apoiar as investigações.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, informou que o agressor apresentava problemas psicológicos e estava influenciado por episódios ocorridos no exterior. Ela ressaltou que o caso não tem relação com a Copa nem com outras questões e pediu maior controle de segurança em áreas turísticas. A zona arqueológica de Teotihuacán permanece fechada até novo aviso, conforme informou o Instituto Nacional de Antropologia e História, com imagens de socorristas atendendo feridos nas escadas íngremes da Pirâmide da Lua. A Cidade do México sediará a abertura da Copa do Mundo em 11 de junho.

Teotihuacán, a cerca de 50 quilômetros da capital, é uma das áreas arqueológicas mais visitadas do país. Entre janeiro e julho de 2025, ficou em segundo lugar no ranking de visitas, com quase 1 milhão de pessoas, ficando atrás apenas de Chichén Itzá, segundo dados oficiais. O episódio reacende debates sobre a proteção de sítios históricos e a necessidade de reforços de segurança sem prejudicar a experiência dos visitantes. Autoridades reiteram que a segurança ficará em foco enquanto o México se prepara para receber turistas e torcedores de várias partes do mundo durante o Mundial.

O ocorrido coloca em evidência a necessidade de equilíbrio entre preservação histórica, turismo e proteção da vida humana nos destinos mais procurados do país. Enquanto as estruturas de Teotihuacán passam por avaliações e protocolos de segurança, moradores da região e viajantes aguardam informações oficiais sobre a retomada das atividades. Como você enxerga as medidas de segurança em locais turísticos de grande circulação? Compartilhe suas opiniões nos comentários para debatermos caminhos mais eficazes para proteger visitantes sem prejudicar a magia de conhecer o nosso patrimônio.

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