Na Casa Branca, Trump cumprimentará pessoalmente enviados do Líbano e de Israel

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Resumo: Os Estados Unidos informaram que as conversas para resolver o conflito entre Israel e o Líbano foram transferidas do Departamento de Estado para a Casa Branca. O presidente Donald Trump deve receber pessoalmente os enviados do Líbano e de Israel na quinta-feira, em uma segunda rodada de negociações mediadas pelos EUA, enquanto Beirute busca ampliar o cessar-fogo com o Hezbollah. O movimento sinaliza prioridade dos EUA em buscar um caminho diplomático para o fim do conflito, após ataques que deixaram vítimas e aumentaram a tensão na região.

O encontro na Casa Branca acontecerá quando Trump receberá os embaixadores na chegada, segundo uma autoridade norte-americana. Fontes próximas ao governo indicaram otimismo de que as conversas podem avançar, ainda que os desafios permaneçam grandes, especialmente diante do dia de violência recente no Líbano e das divergências entre as partes envolvidas.

Segundo a presidência libanesa, as negociações visam interromper a escalada e abrir espaço para um acordo que encerre o estado de guerra, garanta a retirada de Israel de território ocupado e leve o Exército libanês a se posicionar próximo às fronteiras internacionais. A meta é reduzir as hostilidades e criar condições para um cessar-fogo sustentável na região.

Israel será representado pelo embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter. O porta-voz da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, teve papel de anfitrião na primeira reunião entre Leiter e Moawad, realizada em 14 de abril. A participação de dirigentes de alto nível sinaliza o empenho de Washington em facilitar um acordo com apoio regional, envolvendo tanto Beirute quanto Jerusalém.

Na véspera, o Líbano registrou o dia mais mortal desde o início do cessar-fogo, em 16 de abril. Entre as vítimas estavam pessoas falecidas após ataques israelenses, incluindo a jornalista libanesa Amal Khalil, conforme confirmação de uma autoridade militar libanesa e do jornal Al-Akhbar. O saldo desde 2 de março, quando o Hezbollah intensificou ações em apoio ao Irã, já alcança cerca de 2.500 mortes, elevando a pressão sobre os esforços de mediação.

O Hezbollah afirmou manter o direito de resistência, ao mesmo tempo em que pediu que o governo libanês suspenda todo contato direto com Israel, reforçando a posição de que qualquer acordo deve cumprir integralmente as condições de segurança do Líbano. O grupo também informou ter realizado quatro operações no sul do Líbano na quarta-feira, em retaliação aos ataques israelenses, enquanto o cessar-fogo com prazo até o próximo domingo trazia uma redução nas violações, ainda que não tenha encerrado por completo as hostilidades.

O conjunto das ações e declarações reforça a atual tentativa dos EUA de encerrar a escalada com uma solução diplomática envolvendo o Hezbollah, Israel e o Líbano, num cenário em que o Irã também é parte relevante da equação regional. Enquanto as negociações avançam, a comunidade internacional observa de perto os próximos passos para evitar uma nova rodada de violência e estabilizar a região.

Como leitor, sua opinião importa: você acredita que as negociações feitas nos bastidores por Washington podem conduzir a uma paz duradoura entre Israel e o Líbano? Deixe seu comentário com suas perspectivas sobre o caminho para um cessar-fogo estável e como a comunidade global pode apoiar uma solução sustentável na região.

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