A pergunta da semana que está na boca de todo mundo

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


Resumo curto: O Senado se prepara para sabatinar e votar a indicação de Jorge Rodrigo Messias ao Supremo Tribunal Federal. A decisão depende de, no mínimo, 41 votos de 81, em meio a negociações entre o governo e a oposição. Messias, atual Advogado-Geral da União, vê a pauta ganhar forma após a aposentadoria de Barroso no ano anterior, com desdobramentos que mantêm o país em clima de definição institucional.

Jorge Rodrigo Messias nasceu no Recife, em 1980. Formou-se em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco em 2003. O mestrado foi concluído em 2018, num período de investigações que envolvia o governo, e o doutorado chegou em 2024, quando Lula já reassumira a Presidência. Essa trajetória acadêmica e profissional molda a percepção sobre o seu perfil para a vaga no STF.

Messias ganhou notoriedade em 2016, em um telefonema entre Dilma Rousseff e Lula, então investigados na Lava Jato. A conversa trata de encaminhar um termo de posse para uso em situação de necessidade, o que acenava para cenários em que o Supremo poderia ter peso decisivo para a crise política da época.

Por ser Advogado-Geral da União desde o início do terceiro mandato de Lula, Messias viu as portas do STF se abrirem com a aposentadoria do ministro Barroso, em outubro do ano passado. No mês seguinte, Lula o indicou para a vaga; a nomeação só foi formalizada no começo deste mês, mantendo o processo em aberto até a sabatina.

A demora também envolveu a oposição do presidente do Senado, David Alcolumbre, que chegou a discordar da presença de Messias, apoiando outra candidatura. Mesmo sem o rival direto, a resistência persiste para angariar bom trânsito entre ministros do STF, que apresentam posições diferentes sobre o nome.

No Senado, Messias será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça, com a votação no plenário ainda no caminho. Para a aprovação, são necessários ao menos 41 votos de 81. O processo é pautado por votações secretas, abrindo espaço para eventuais reviravoltas. Caso seja recusado, já há a hipótese de Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União, ser indicado no lugar.

Entre os ministros do STF, o respaldo a Messias aparece em Kassio Nunes Marques e André Mendonça, ambos com perfil evangélico. Já Flávio Dino, indicado por Lula, atua para que o Senado rejeite o nome, enquanto Gilmar Mendes oscila entre posições, deixando o desfecho em aberto até a sabatina e a votação final.

O desfecho dessa etapa depende das próximas sessões no Congresso e dos votos no plenário. Acompanhe para entender como essa decisão pode influenciar a composição do STF e o desenho das relações entre os poderes. E você, como vê esse momento? Comente abaixo com suas opiniões e impressões sobre o futuro do tribunal e do governo.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Eleições: após veto de Lula, secretário do PT defende uso ético da IA

Resumo: O secretário de Comunicação do PT, Eden Valadares, defende o uso ético da Inteligência Artificial nas eleições, destacando seu potencial para aperfeiçoar...

Presidente do Instituto Rio Metrópole é preso por suspeita de corrupção

Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu Davi Perini Vermelho, conhecido como "Didê", em uma operação que desmantela um esquema de corrupção ligado...

Relator defende redução da maioridade para crimes hediondos, tema de PEC de Capitão Alden já aprovada pela CCJ

Resumo: a Câmara discute reduzir a maioridade penal para crimes hediondos. O deputado Mendonça Filho disse à Folha de S.Paulo que é favorável...