Charles III chega aos EUA e se encontra com Trump na Casa Branca

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Na manhã de 27 de abril de 2026, o rei Charles III iniciou uma viagem de Estado aos Estados Unidos com o objetivo de fortalecer a relação entre Reino Unido e EUA, diante de tensões provocadas pela guerra no Irã. A programação de quatro dias prevê encontros com o presidente Donald Trump e com Melania Trump, um jantar de Estado e uma fala no Congresso dos EUA, tornando-se o primeiro monarca britânico a discursar diante da instituição desde 1991, quando sua falecida mãe, a rainha Elizabeth II, também discursou. A agenda inclui ainda uma visita ao memorial do 11 de setembro, em Nova York, e uma etapa em Bermudas, território britânico ultramarino.

Charles e a rainha consorte Camilla chegaram à Base da Força Aérea Andrews, perto de Washington, a bordo de um avião com a bandeira britânica na cauda. A recepção ocorreu em meio à expectativa de que a viagem de Estado, a primeira desde que o monarca assumiu o trono em 2022, possa contribuir para a chamada relação especial entre os dois países, mesmo diante das controvérsias capazes de esfriar esse laço.

Na segunda-feira, o casal se reuniu com Trump e Melania na Casa Branca. O programa incluiu chá, uma visita guiada a uma nova colmeia instalada pela primeira-dama e, à noite, um jantar de Estado no Salão Oval. Charles, que se tornará o primeiro monarca britânico a discursar no Congresso desde 1991, chega com a missão de manter o foco na parceria histórica, mesmo após o episódio de violência durante o jantar anual de correspondentes, que gerou apreensão sobre a segurança de visitantes estrangeiros.

A visita ocorre em meio a uma fissura incomum entre Londres e Washington, alimentada por críticas públicas de Trump ao governo britânico sobre guerra, imigração e políticas energéticas. Trump chegou a dizer que o primeiro-ministro britânico Keir Starmer não é Churchill, comentário utilizado para questionar a liderança britânica. Analistas destacam que Charles deverá abordar, de forma indireta, o tema do Irã no discurso, buscando manter o equilíbrio entre crítica construtiva e cooperação bilateral.

Especialistas, como Craig Prescott, da Royal Holloway, apontam que o rei deve sinalizar um caminho de cooperação mesmo diante de divergências. A missão também tem um significado pessoal para Charles, de 77 anos, que enfrenta fases de saúde delicadas nos últimos anos e encara a pressão de conduzir a monarquia britânica em um momento de transição para a era moderna, sem perder o peso histórico da sua função.

Após a programação em Washington, Charles e Camilla devem seguir para Nova York, onde visitarão o memorial do 11 de setembro, antes de rumarem a Bermudas, no Caribe, pelo território britânico ultramarino. A ordem da agenda reforça a intenção de manter a cooperação entre o Reino Unido e os EUA em múltiplos cenários, incluindo defesa, comércio e diplomacia pública, mesmo em meio a tensões que se mantêm no cenário internacional.

A visita reforça uma frente de alianças entre Reino Unido e EUA, mas também coloca o foco em como as lideranças vão lidar com divergências políticas de grande peso. E você, qual é a sua leitura sobre a importância de encontros entre monarcas e presidentes em tempos de desafios globais? Compartilhe seu ponto de vista nos comentários e participe da discussão sobre o papel dessas visitas na política internacional atual.

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