Operação da PF mira corrupção no Porto do Rio; 17 auditores são afastados

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Mare Liberum, destinada a desarticular um esquema de liberação irregular de mercadorias no Porto do Rio de Janeiro. Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão em unidades situadas no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Como parte da ação, 17 auditores fiscais e 8 analistas tributários foram afastados, e medidas de bloqueio de bens atingiram nove despachantes. A operação conta com o apoio do Gaeco do Ministério Público Federal e da Corregedoria da Receita Federal, sinalizando a gravidade das suspeitas.

As investigações indicam a atuação de um grupo estruturado na prática de liberar mercadorias de forma irregular, com divergências entre o conteúdo declarado e o efetivamente importado. Há relatos de possível sonegação de tributos e de facilitação de contrabando, com impactos diretos no fluxo de mercadorias no porto. A PF ressalta que a apuração envolve crimes como corrupção, formação de organização criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro, com indícios de rede complexa articulada para burlar controles fiscais.

Entre os investigados, além de auditores e analistas, há despachantes com envolvimento direto nas práticas ilegais. Em razão disso, foram adotadas medidas de bloqueio de bens e de restrições a atividades profissionais para nove profissionais ligados ao comércio de importação. As apurações, segundo a PF, revelam um aparato que atua para facilitar a liberação de mercadorias sem cumprir as normas, promovendo discrepâncias entre mercadorias declaradas e as efetivamente recebidas.

O cerne da Mare Liberum está no Porto do Rio de Janeiro, ponto estratégico para o movimento de cargas entre o território nacional e o exterior. As apurações verificam indícios de que o grupo operava de forma organizada, com operações que alavancavam benefícios fiscais indevidos e a retirada de mercadorias de forma irregular, o que pode ter resultado em perda de receitas para o fisco.

A ação, deflagrada pela PF com o suporte do MPF e da Receita Federal, busca não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também interromper o esquema e prevenir novas ocorrências. A nota oficial destaca que o procedimento envolve o bloqueio de bens, a apreensão de documentos e a restrição de atividades profissionais, medidas que devem permanecer até o fim das investigações e dos julgamentos.

Especialistas apontam que operações como Mare Liberum sinalizam a importância de fiscalização rigorosa em ambientes com grande fluxo de mercadorias, como portos. A colaboração entre órgãos de controle, Ministério Público e Poder Judiciário é vista como essencial para desmantelar redes de corrupção que prejudicam a competitividade de empresas legais e elevam o custo de importação para o país.

Fique ligado para as próximas informações sobre o andamento das investigações. Deixe nos comentários a sua opinião sobre como fortalecer a fiscalização portuária e evitar irregularidades como estas. Sua participação ajuda a esclarecer caminhos para uma atuação pública mais eficaz.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Mounjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta, da Polícia Civil de São Paulo, mira um suposto esquema de importação irregular e venda de tirzepatida — conhecida como...

Lava Jato: executivos são condenados a até 14 anos de prisão por fraude em licitações

A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros envolvidos em contratos fraudados com a Petrobras, em uma etapa remanescente da...

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Monjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta investiga a venda de Monjaro paraguaio e resultou na apreensão de 22 ampolas de tirzepatida, além de celulares, seringas, embalagens...