Atentado à bomba deixa 10 mortos e 12 feridos na Colômbia

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Um atentado explosivo na região de Cauca, no sudoeste da Colômbia, deixou pelo menos 10 mortos e 12 feridos graves, segundo o Corpo de Bombeiros local. A zona, marcada pela presença de grupos armados, vive uma escalada de violência em meio ao período que antecede as eleições presidenciais de 2026.

O ataque ocorreu em uma estrada que corta o departamento de Cauca, atingindo mais de dez veículos. A polícia atribuiu o atentado a dissidentes da antiga guerrilha das Farc que não aderiram ao acordo de paz de 2016 e que continuam a atuar com ações violentas no país, inclusive para pressionar o pleito eleitoral.

Uma funcionária do corpo de bombeiros de Piendamó informou à AFP que o número de vítimas já soma 10 mortos e 12 feridos graves, com a possibilidade de aumentar à medida que as equipes avançam nas operações de resgate. Também há pessoas desaparecidas sendo buscadas pelas autoridades.

O governador do Cauca, Octavio Guzmán, publicou vídeos em redes sociais que mostram vítimas no chão, veículos virados e o cenário de destruição na via. Testemunhas relataram danos significativos e buracos provocados pela explosão, evidenciando o alcance da calamidade.

O presidente Gustavo Petro reagiu à violência dizendo que os autores são terroristas, fascistas e narcotraficantes. Em mensagens públicas, ele apontou Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país, como responsável, comparando sua atuação ao histórico ciclo de violência ligado ao tráfico de drogas.

Na Colômbia, ataques como esse vêm aumentando em uma região onde grupos armados se financiam com narcotráfico, garimpo irregular e extorsão. As autoridades reforçam a presença policial e militar para conter a escalada, sobretudo diante das eleições que se aproximam.

As eleições presidenciais, marcadas para 31 de maio, elevam a tensão na região. A segurança pública surge como tema central, com candidatos buscando fortalecer estratégias de proteção ante as ameaças recebidas e incidentes como o ocorrido neste fim de semana.

Durante 2025 a Colômbia teve uma sequência de ataques na mesma região, reforçando a percepção de risco para moradores e gente da cidade que convive com a violência. O ministro da Defesa garantiu que as forças de segurança estão mobilizadas para enfrentar os ataques e proteger a população.

Na cena política, o herdeiro político de Petro, Iván Cepeda, aparece como favorito para o pleito, seguido por candidatos de diferentes espectros políticos. Todos os candidatos relataram ter recebido ameaças de morte e contam com rígidos esquemas de segurança. A violência parece ligada à composição complexa do conflito que envolve grupos armados locais e redes criminosas.

As autoridades ressaltam que, na região, ataques costumam ocorrer perto de períodos eleitorais, quando a população local vive sob tensão e busca respostas sobre segurança. Moradores da localidade pedem proteções efetivas e medidas claras para evitar novos atentados que coloquem mais vidas em risco.

Se você acompanha a situação na cidade ou região e tem informações ou testemunhos, compartilhe nos comentários. Sua leitura pode ajudar a entender melhor o que acontece e como a comunidade reage a esse cenário de violência e incerteza.

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