Um homem de 48 anos, contratado pela prefeitura de Bom Jesus da Lapa, foi preso no domingo (26) no bairro São Gotardo, suspeito de estupro e corrupção passiva contra duas detentas de uma unidade de custódia local. A prisão ocorre após uma investigação que aponta coerção sexual praticada nas últimas semanas e que deve ser esclarecida pela Justiça. O caso envolve vítimas sob custódia e coloca em foco a conduta de agentes que deveriam zelar pela integridade das pessoas sob custódia.
O investigado atuava na área de custódia da Delegacia de Polícia Civil do município, uma estrutura que não está vinculada ao sistema prisional estadual. A responsabilidade pela custódia e a supervisão dos detentos recai sobre a unidade municipal, o que acende o debate sobre o controle de conduta de quem está próximo das pessoas sob detenção.
A ação policial teve início depois que denúncias foram formalizadas, ouvidas as vítimas e realizados exames periciais. Segundo apuração, os abusos teriam ocorrido ao longo dos últimos três meses, período em que as mulheres ficaram sob custódia na unidade. Com o avanço das diligências, surgiram indícios de autoria e materialidade do crime, levando à decretação de medidas cautelares.
Conforme os investigadores, o suspeito se aproveitou da função exercida para constranger as detentas a manter relações sexuais. A gravidade do caso ficou evidente quando uma das vítimas relatou desconforto e mal-estar, desencadeando a comunicação às autoridades e o início da apuração formal. Os autos seguem para esclarecer a extensão de eventuais outras vítimas.
Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram expedidos pelo Poder Judiciário e cumpridos por equipes do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI) em conjunto com a 24ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior. Durante a operação, aparelhos celulares e dois facões foram apreendidos. O investigado foi informado de seus direitos e encaminhado à unidade policial, onde permanece à disposição da Justiça.
As investigações continuam para o esclarecimento completo do caso, com o objetivo de confirmar a participação de eventuais outras pessoas e identificar novas vítimas, se houver. A atuação das forças de segurança reforça o empenho em coibir abusos contra pessoas sob custódia e a necessidade de mecanismos de fiscalização mais rígidos nas dependências da segurança pública municipal.
Atualização publicada às 14h20 do dia 28 de abril confirma que o agente não atua como policial penal ou agente penitenciário. A Justiça mantém a fase de apuração e não há conclusão sobre eventual responsabilização além das medidas já adotadas, com novas informações a serem divulgadas conforme o andamento das investigações.
Moradores da cidade estão convidados a acompanhar as informações e, se desejarem, deixar suas opiniões nos comentários sobre as medidas tomadas pelas autoridades, a transparência do processo e a proteção de pessoas em custódia. Compartilhe a sua visão sobre o tema e ajude a ampliar o debate sobre segurança, ética e respeito nas instituições de Justiça.

